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Mensagens

Sem Eira nem Beira

Não tenho estado presente, podia inventar imensas histórias mas, o verdadeiro motivo é o cansaço. Ando cansada, não estou de férias nas Caraíbas nem  tenho tido uma vida social activa.  Não minto, aprendi cedo que se apanha mais depressa um mentiroso que um coxo e, além disso, ninguém, nada consegue vencer a verdade. No entanto, têm surgido situações que me têm feito publicar, apesar de, depois, os comentários aguardarem algum tempo por resposta. Peço-vos desculpa pelo facto. Penso que já disse, por aqui, que tenho evitado  ver televisão portuguesa.   Para alguém que anda cansada é um veneno ligar a TV, nos canais Portugueses e ouvir as noticias. Hoje, estava a ver a TVE quando surge a noticia que o Primeiro-ministro Português falaria ao país, dentro de momentos, decidira pedir ajuda externa. Bem, esta não perderia. O homem iria, mais uma vez, desdizer-se. Quantas vezes o sujeito negou que precisava de ajuda externa? My God , ao que chegámos! Que gen...

A Escravidão do séc. XXI

Brown Eyes

O Torso

‘Ainda mergulhado no torpor matinal, de persianas corridas e pensamentos trancados, ouço ao fundo do corredor o som dos meus pesadelos. Os passos afiados, como uma estocada de um qualquer toureiro espanhol, libertavam no ar toda a fealdade gelada da sua alma e tinham em mim efeitos diversos, bastante distantes da placidez do torpor em que me encontrava…’ (in ‘O torso’ , de Ricardo Mendes da Fonseca) "Assim começa a história de um jovem mutilado que se vê privado da sexualidade, vivendo numa casa caiada de conservadorismo, que encerra uma verdade bem mais subversiva. Encontra finalmente o amor num dia chuvoso de funeral. ‘O torso’ é a 1.ª auto-publicação de Ricardo Mendes da Fonseca, recorrendo aos serviços editoriais disponíveis no SitiodoLivro.pt, uma história originada pela frustração laboral que o autor acumulou ao longo dos anos. Através desta obra, o autor quis e conseguiu exprimir as suas emoções e realidades vividas no seu passado." (in blog do Sítio do Livro). Pensa...

Carnaval de Vermes

Vermes, quem são? Aqueles que jogam sujo, aqueles que não medem meios para chegarem a um fim, aqueles que prejudicam deliberadamente, aqueles a quem eu afogaria à nascença e sou contra à justiça feita pelas próprias mãos mas, afogava-os, com todo o prazer.  Não merecem viver,  muito menos relacionarem-se com gente. Vocês acham que sou condescendente só porque o verme é vizinho, conhecido, amigo ou familiar? Não. É verme e  como tal não lhe permito sequer que respire o mesmo ar que eu.  Se todos pensam assim? Não. Há quem pense que temos que aceitar certo tipo de vermes, que há vermes especiais,  os   do mesmo sangue, porque fica bem haver harmonia no lar ou até porque … sei lá porquê, não interessa.   Não sei? Não será porque têm medo de serem avaliados negativamente, pela sociedade, se houver um verme na família, se tomarem uma decisão radical para com esse verme? Se for filho têm medo que o seu papel como progenitores seja posto em causa, que i...

O Estupro do Sonho

Um sonho, quando mal edificado, pode surripiar-nos a liberdade, pode levar-nos a estuprar o próprio “eu”. A fama e o poder não são significado nem de felicidade nem de vitória. Vitorioso é aquele que, acima de tudo, se ama, luta pela sua dignidade, pela sua honra mantendo, sempre, uma atitude nobre e respeitável. Culpado é todo aquele que não respeita a vida, a individualidade, que se julga capaz de tudo para conseguir “ser”, esquecendo-se que nada é eterno.  Um dia, o pano cai e quando cair transformar-se-á em grades, grades indestrutíveis que o cercarão durante toda a vida.    Depois, depois não há nada a fazer. Não há desculpas que consigam inocentar ninguém. A culpa nasce com a acção, nunca com a idade.  A pena não liberta nem salva vidas.  Brown Eyes

O Pai Natal em 2011

Espero que o Pai Natal não tenha dado "à sola" sem, antes, ter satisfeito os "nossos" desejos.  Espero, ainda, que não tenha perdido tempo nas grandes superfícies, a comprar vanidades, que se tenha lembrado de programar um 2011 justo, cheio de paz e amor. Que tenha  embrulhado  os falaciosos, os batoteiros e os embusteiros e os tenha enviado para Marte.  Dizem que nada é impossível para Ele. Nós, simples mortais, era só o  que queríamos no sapatinho. Feliz ano. Obrigada pela vossa presença, pelo vosso carinho, pelas vossos votos. Voltarei. Brown Eyes

Auto-Estima

Há pessoas que confundem valor com poder, não têm qualquer relação. Uma pessoa que tem poder, conseguido por si ou herdado, não significa que tenha valor ou vice-versa. Quem tem valor é quem se estima e quem aprende a estimar. Hoje,  quando o egoísmo impera nas relações e o consumismo mina as relações humanas tentando, a todo o custo, valorizar o material e fazer crer que é quem mais consome, mais gasta e mais tem “o  alguém”, há que ter convicções muito fortes e valores pessoais enraizados que nos permitam manter uma  auto-estima elevada.  Os interesses financeiros corroem tudo e adulteram a essência do ser humano e os seus objectivos de vida. O que é afinal a auto-estima? É a opinião, o sentimento que cada um tem de si, a capacidade de respeitar, de acreditar, de se conhecer e de se amar a si mesmo. O sentimento de competência e valor pessoal. Dizem os estudos, psicológicos, que a auto-estima se começa a formar na infância, que a nossa autoconfiança, o noss...

Herança Audaz

"As calças não eram apenas o símbolo do poder masculino, mas da separação dos sexos, e uma mulher que vestia calças era acusada de se travestir. Era considerada uma ameaça à ordem natural, social, moral, à ordem pública estabelecida". Christine Bard in Une histoire politique du pantaloon. Hoje recordei mulheres como George Sands, mulher rebelde e independente que se vestia como um varão, no século XIX, lutando, assim, contra o poder do homem,  Chanel que criou as primeiras calças para mulheres, provocando grande polémica. Não esqueçi Mary Phelps Jacob, que em   1910 patenteou o primeiro sotien moderno, com o sucesso que lhe conhecemos hoje, Catarina de Médicis, rainha, casou com Henry II da França, que inventou o salto alto próximo ao que se conhece hoje, Mary Quant quem, nos anos 60, cria a mini-saia, chocando muitas pessoas, a Drª Carolina Angelo, médica e viúva, que  na sua qualidade de chefe de família e na ausência de disposição expressa excluindo o sexo...

Humanamente Errante

Fútil, passei no dicionário, às vezes utilizo, não sei tudo, dou erros, engano-me, não pontuo, troco letras, sou humana. Estava eu a tentar encontrar o significado de fútil, depois vão entender onde quero, eu, ir hoje. Sem importância, inútil, incapaz, sem valor, frívolo, leviano mas, para que não haja dúvidas, vou consultar um dicionário que anda aqui em casa de doze volumes. Doze volumes! A cultura ocupa lugar, muito, por isso há quem opte por mini-volumes, daqueles pequeninos, tão pequeninos que depois não trazem nada, apenas a capa, com uma encadernação de pele, caríssima mas, vulgar. Eu, que nunca liguei ao invólucro, como sabem mas,   ao conteúdo, escolhi um simples, simples mas forte. Procurando fútil. O resultado foi o mesmo: com pouca importância ou nenhuma, nulo, vão, inútil, leviano, frívolo. Agora estou tentada a procurar, na internet, parece que o resultado é o mesmo, dá menos trabalho, encontra-se, por lá, todo o tipo de exemplares: dicionários pequenos, imprecis...

Pensando em ti

Estou pensando em ti, mais uma vez. Tu és o meu abrigo, aquele que ouve os meus gritos em silêncio, que limpa as minhas lágrimas, que acolhe as minhas gargalhadas, que alberga as minhas revoltas. Aquele que me acompanha sem dizer palavra, aquele que me envolve ternamente, aquele que me compreende, aquele que me ajuda a chegar ao destino. Há tantos anos que caminhamos juntos, que percorremos quilómetros e quilómetros, que nos conduzimos seguramente, que nos divertimos, que vivemos lado a lado. Tantos anos! Conheces a minha história e conseguirias traçar as linhas da minha vida, conseguirias, convictamente, delinear os meus desejos e riscar os meus temores. Chegou a hora de te homenagear, de te agradecer a segurança que me tens dado, a infalibilidade que colocas nas nossas viagens, a convicção que me transmites na hora de partir, a garantia que me expedes nas nossas jornadas. Sei que estás lá, a meu lado, que não me falhas, que não me atraiçoas, que não me deixarás perdida no nada. Tu, o...