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Reconhecerias a Pessoa mais importante da tua vida se...

Reconhecerias aquele amigo, aquele vizinho ou, ainda, aquele familiar de quem há muito nada sabes?

Um dia, numa daquelas reportagens que as televisões transmitem na época natalícia, aos sem abrigo de Lisboa, uma senhora reconheceu o irmão que há muito não via. Partiu para a capital à procura dele e ofereceu-lhe tudo o que tinha, que não era muito, inclusive um tecto.
O irmão não aceitou nada, sabe-se lá porquê, talvez adivinhe, continua a viver numa rua de Lisboa mas, de vez em quando recebe a visita da família, que não o esquece.
Esta é uma história real, conheço alguns dos intervenientes.
Porque não olhamos para eles quando passamos a seu lado? Temos vergonha deles, da sociedade em que vivemos ou de nós mesmos?
Brown Eyes

Comentários

✿ chica disse…
Acredito que reconheceríamos, com certeza, pois há traços marcantes ... nas pessoas que gostamos!

Lindo vídeo e história! bjs, chica
João Roque disse…
Jamais poderia não reconhecer.
Estas coisas comovem-me imenso...
Princesa Mãe disse…
Reconheceria sem duvida!
Sem os conhecer já sinto vontade de poder ajudar a todos!
beijinhos

http://princesamae.blogspot.pt/
Fê blue bird disse…
Amiga, acredita que ao acabar de ver o vídeo as lágrimas correm-me pela cara.
Não sei qual seria a minha reacção... agora que penso nisso, se calhar não a via, pois impressiona-me muito as pessoas que vivem na rua e prefiro não olhar, acho que sou eu que tenho vergonha de as encarar.
Estou muito comovida...


beijinho

Mary Brown disse…
Chica será que reconheceríamos? Será que olharíamos para o sem abrigo? Tenho as minhas dúvidas.
Beijinhos
Mary Brown disse…
João a mim também até porque, como disse, conheço um caso. No entanto, tenho quase a certeza que não reconheceríamos se nos cruzássemos com eles na rua. Beijinhos
Mary Brown disse…
aryh884 aryh884
這個空間只是用來接收什麼發表評論。我很欣賞你不要再使用它作廣告。感謝你
Mary Brown disse…
Princesa Mãe ainda bem que reconhecerías. Beijinhos e obrigada
Mary Brown disse…
Fê não olharíamos porque temos vergonha de vivermos numa sociedade onde os seres humanos são mal tratados ou porque tememos ficar sensibilizados e acabarmos enganados. Vê isto:
http://observador.pt/2015/02/18/o-outro-lado-da-historia-sem-abrigo-reddit/

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/homem-que-gerou-onda-de-solidariedade-na-internet-e-acusado-de-burla-1686531​

Infelizmente há quem se aproveite de quem tem bons sentimentos e não sabemos quem realmente precisa ou quem está a dar o golpe do baú.
Quem pode ajudar vive num dilema constante: ajudar directamente ou ajudar uma instituição que em principio canaliza o dinheiro para quem precisa?
Beijinhos
Great post. Love it. I follow you , could you follow back, dear. Keep in touch. Kiss

http://mylovelyfashionbih.blogspot.com/
Mary Brown disse…
My Lovely Fashion Thanks for the comment and follow me . I went to see your blogs , I love to travel and decor but unfortunately these are empty. kiss
Fê blue bird disse…
Amiga realmente dois casos dos muitos que nos põem de sobreaviso.
Temos que fazer o que a nossa consciência nos diz e pouco mais lamentavelmente.
beijinho
Mary Brown disse…
Fê e a consciência normalmente não nos engana.
Beijinhos
Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens
é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
Tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita.
Ficarei radiante se desejar fazer parte dos meus amigos virtuais, saiba que sempre retribuo seguido
também o seu blog. Minhas saudações.
António Batalha.
http://peregrinoeservoantoniobatalha.blogspot.pt/
Peregrino E Servo.
Mary Brown disse…
António de Jesus obrigado pelo comentário.
Briseis disse…
Mary! há quanto tempo não parava por aqui... Estive em Paris há duas semanas e uma das coisas que me impressionou e comoveu foi a quantidade de sem-abrigos encolhidos sobre as saídas de ar do metro, de onde o ar sujo que vem do fundo é mais quente... e, realmente, não olhava para eles, porque me doía.
Mary Brown disse…
Briseis e há quanto tempo eu não sei nada de ti! Espero que continues MUITO FELIZ. A viajar parece que continuas. Desejo-te tudo de bom, tu mereces.
Eu continuo muito ausente e o tempo continua a ser o meu maior inimigo.
Pois é, nem olhamos para eles porque nos dói que esta sociedade marginalize seres vivos, neste caso humanos, a tal ponto que nem direito a um tecto têm. Beijinho Grande e obrigada pela visita.
MaryLand disse…
Se não olharmos com vontade de olhar, de ver, de perceber, será muito difícil reconhecer alguém! Vivemos muito fechados, com receios, com pudor! Quantos de nós tiramos realmente tempo para conhecer alguém? Por iniciativa, porque nos apetece! Quase todos os dias pára à porta do meu prédio uma senhora "sem casa" (abrigo alguns arranjam, agora casa nenhum tem- casa onde está a familia que nos aguarda e nos dá amor!), e eu cumprimento sempre com um "olá, como está?". Faço questão de olhar e sorrir e até por vezes demoro-me na caixa do correio a inventar cartas para ver se ela me diz alguma coisa e se eu tomo coragem de perguntar mais coisas! Até hoje nada! Apenas os olhos no chão. Mas acho que não devo desistir! Infelizmente podemos não conseguir ajudar sempre e em tudo o que gostariamos, mas negar um olhar ou um sorriso ou uma palavra de apreço isso sim fará com que não só não olhemos para os outros como qualquer dia já nem consigamos olhar para nós mesmos!
O seu blog é interessante! E logo eu que gosto de discutir temas sobre a sociedade! Vou segui-la!

Beijinhos,
Mariana B.

Já agora o meu blog é de fotografia, revelando um pouco a minha visão e sensação do dia a dia: www.marylandeosoutros.blogspot.pt
Mary Brown disse…
Mariana B. eu adoro discutir temas, aprendemos muito com isso mas ultimamente as minhas discussões têm sido com o tempo. Para discutir é preciso estar totalmente presente, atenta, com muito tempo disponível e o meu trabalho deixa-me, ultimamente, muito pouco tempo livre. Isso anda-me a cansar. Tive que pôr de lado muita coisa que gostava, estar presente na blogsfera, por exemplo.
Falando agora do tema do post quero dizer-te que concordo com o que dizes , vivemos muito fechados, com medo, a segurança nos últimos anos tem diminuído bastante, andamos numa correria constante, acabamos por perder o contacto até com os amigos, esquecemos o quanto é enriquecedor conhecer novas pessoas, com maneiras de pensar diferentes. Adorei ouvir-te falar da senhora com quem te cruzas todos os dias e saber do tempo e atenção que lhe dedicas. Não desistas porque um dia consegues que ela se abra contigo e possam manter uma conversa. Não devemos negar um olhar, um sorriso, uma palavra, no entanto negamos porque não nos apercebemos da importância que isso tem para alguém que nada tem. Tornámo-nos tão egoístas que deixámos de dar valor aos outros, ao seu sofrimento, à sua solidão. Temos vergonha de encarar a realidade e em vez de a enfrentarmos e lutar para alterar o que está errado preferimos enterrar a cabeça na areia. Assumir isso talvez nos leve a tomar uma atitude e a alterar mentalidades. Todos nós estamos sujeitos a ser um futuro sem abrigo e todos nós devíamos saber que vivemos numa sociedade onde os mais fracos não têm oportunidade. Os mais fracos não são os menos inteligentes mas sim aqueles que não sabem jogar. Beijinhos e obrigada
Talvez nos tenhamos habituado a olhar para eles e também o saber que nada podemos fazer por eles!

Só as instituições dedicadas ao problema (se as há) podem fazer muito e nalguns casos, nada!

O problema é muito complexo!

No Brasil, estive 3 meses e passava muitas vezes por uma mulher -sem abrigo- comia a comida que o restaurante lhe dava e dormia (mesmo de dia) debaixo da sombra de uma árvore, com um cobertor por cima e de gorro na cabeça.

Passava muita gente e ela dormia...

Me interessou saber das suas razões. Ela tinha família, não queria viver com eles e a cabeça talvez não estivesse bem e só a policia federal a podia levar para uma instituição, onde fosse possível cuidar dela e ela ficar sempre.

Mas...ela preferia a rua
e não queria uma casa,
um teto, uma família!

Queria ser livre e era feliz.
Não pedia esmola, não incomodava, a rua era dela e para ela, isso era o suficiente e não trocava essa vivência por nada!

São Paulo tem cerca de 18 milhões de habitantes - 12m na parte nobre e 6m nos limítrofes.

Passei por ela muitas vezes
e nada podia fazer por ela
e ela era um caso complexo
com família,
mas gostava muito mais
da liberdade da rua do que de tudo quanto a nós nos fascina.

Compreender
analisar
tentar mudar
Quem o podia fazer?

Ela amava a rua
Amava a liberdade da rua!

Difícil de entender
e ajudar,
impossível!

Há coisas que nos ultrapassam!

Com carinho,

Maria luísa

Mary Brown disse…
Maria Luísa muitos dos sem abrigo são-no porque amam a liberdade, coisa que esta sociedade nos rouba. Somos cada vez menos livres, há sempre algo que nos aprisiona, não fazemos o que realmente gostaríamos. Eles são totalmente livres e habituam-se a ter apenas as necessidades básicas o que os leva a fazerem o que querem na maior parte do tempo. Preferem passar frio e fome do que estarem presos a obrigações. Não te parece?
Beijinhos e obrigada pela visita
Helga Piçarra disse…
Infelizmente o nosso umbigo é cada vez maior, e maior. Mas no meio de tanta solidão disfarçada de felicidade, ainda há muita gente humilde, capaz de estender a mão ao próximo. Não podemos perder a esperança, simplesmente não podemos...

Um beijo :)
Mary Brown disse…
Helga há tanto tempo que não te via por aqui, está tudo bem? Beijinhos
ANTONIO AFONSO disse…
TEMOS VERGONHA E MEDO DO NOSSO REFLEXO...
Mary Brown disse…
Antonio Afonso e pensamos que nunca estaremos no lugar deles mas, o mundo dá tantas voltas.
Obrigada pela visita e pelo comentário

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