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Indignada


Fiquei consternada, chocada, desolada, indignada. Aquela mãe, María del Saliente A.M , com problemas na fala, chorava como uma Madalena, encaixilhada no meu ecrã de televisão.
As notícias já não nos provocam nem admiração nem atenção, penso ser geral este sentimento, mas aquela tinha todos os atributos para nos mumificar ao solo.
Estupefacta ouvi aquela mãe contar a história que a podia levar à prisão, durante 45 dias, e a retirarem-lhe um dos filhos durante um ano. Afinal o seu mais novo, 10 anos de idade, segundo os professores com atitudes violentas, tinha-lhe certo dia atirado com um sapato à cara e, seguidamente, fechou-se na casa de banho só porque a mãe, preocupada, lhe tinha mandado fazer os deveres da escola. Há muito que ele não cumpria esta tarefa.
Após alguma insistência o menino resolveu abrir a porta da casa de banho e, claro, a mãe deu-lhe uma bofetada. Quem não o faria?
Aquela mãe além de ter tido o azar de ter um filho que não a respeitava teve, ainda, o de o ter marcado. Esta era, segundo ela, a primeira vez que lhe dera uma estalada.
No dia seguinte o menino foi para a escola com os deveres feitos e com uma marca no pescoço. O professor atento, a vestígios de sangue, esquecendo as atitudes violentas e o incumprimento das tarefas diárias, resolve levar o menino ao centro de saúde. Este, por sua vez, faz um relatório e mais tarde chega a decisão do tribunal. A mãe irá presa, não me lembro por quanto tempo, e os filhos para uma instituição.
Mais tarde o tribunal resolve, antes de pôr em prática a decisão, esperar por uma amnistia.
Hoje a mãe volta à televisão esperançosa que tudo se resolva sem lhe tirarem os filhos. Esta é a sua única preocupação mas vai acrescentando que as atitudes dos filhos pioraram. Não têm qualquer respeito por ela, nem pelo pai. Eles por sua vez deixaram de os castigar, não querem passar os dias enclausurados, os últimos que conhecem o temor dos primeiros passaram a fazer da desobediência uma constante.
Imaginam o futuro desta família? Um futuro de agressões e medos. Os pais, humildes, serão uns bonecos de pancada nas mãos dos filhos, com a agravante de não haver lei que os proteja.
Esta sociedade incentiva à desobediência, falta de respeito, má educação e aprisiona os pais numa rede de malha intransponível que levará a um mundo “SEM REI NEM ROQUE”. O ditado “QUEM DÁ PÃO DÁ EDUCAÇÃO” deixou de ter sentido passando o menor a “SER O REI DA CANTAREIRA”. Não se esqueçam de chamar os pais à responsabilidade quando o menor cometer um delito.

Brown Eyes

Comentários

R.I.P.per disse…
Vamos educar os putos c mimos entao.
Ms q tremendo preciosismo e falta d bom senso.
Ricardo Costa disse…
Não há dúvidas que vivemos numa sociedade SEM REI NEM ROQUE. Uma sociedade onde se roubam milhões e se continua em liberdade que é?
Gingerbread Girl disse…
Ser pai pode revela-se a mais árdua das tarefas...
Tudo é incógnita.
Tudo é duvida.




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Ineptocracia

Num dia particularmente pesado, para mim e para milhares de cidadãos deste país, não podendo estar calada e com uma enorme vontade de perder o controle e dizer umas  "carvalhadas", decidi publicar este novo conceito que recebi há uns dias por e-mail:
Ineptocracia: "Sistema de governo onde os menos capazes de liderar, são eleitos pelos menos capazes de produzir e onde os membros da sociedade com menos chance de se sustentar, ou ser bem sucedidos, são recompensados com bens e serviços pagos pela riqueza confiscada, de um número cada vez menor de produtores." autor desconhecido
Que podemos esperar de uma ineptocracia?
O melhor é não responder porque não seria nada agradável de ler mas, posso garantir que, neste país, o glutão não come nódoas.

Brown Eyes

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