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A regra fundamental da minha vida foi sempre o ditado: Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti. Quem seguir esta regra jamais desrespeitará outro ser humano, esta é a base de uma boa relação humana.
Hoje, não se valoriza o respeito. Este é apenas mais um ditado. Alguém que o seguir, ao contrário do que se podia pensar, não é bem visto nem bem-vindo. A concorrência não existe só a nível económico, existe, também, nos valores morais, sociais ou éticos. As pessoas egoístas, cruéis e violentas unem-se porque, só assim, sentem que se destacam.


A regra fundamental de vida de Saramago também era esta e em 1994 disse:

Quando nós dizemos o bem, ou o mal... há uma série de pequenos satélites desses grandes planetas, e que são a pequena bondade, a pequena maldade, a pequena inveja, a pequena dedicação... No fundo é disso que se faz a vida das pessoas, ou seja, de fraquezas, de debilidades... Por outro lado, para as pessoas para quem isto tem alguma importância, é importante ter como regra fundamental de vida não fazer mal a outrem. A partir do momento em que tenhamos a preocupação de respeitar esta simples regra de convivência humana, não vale a pena perdermo-nos em grandes filosofias sobre o bem e sobre o mal. «Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti» parece um ponto de vista egoísta, mas é o único do género por onde se chega não ao egoísmo mas à relação humana.

José Saramago, in "Revista Diário da Madeira, Junho 1994"




No fim-de-semana tive oportunidade de observar uma multidão, dessa observação nasceu esta análise. Havia várias classes sociais. Todas têm o mesmo problema, apesar dos motivos poderem ser diferentes.
Quando se reúnem é impossível que se divirtam. Qualquer coisa serve para criticar e ridicularizar alguém. Não há conversa nenhuma que não acabe na crítica de outrem e na valorização de quem tem a palavra.
Pergunto: Se são tão bons porque criticam os outros? 
O ditado errar é humano ou está errado ou há por aí muita gente que não é humana. 

Sabem mais que toda a gente e tudo o que fazem é perfeito.
 

Is amazing.


 

Comentários

Mary Brown disse…

✿ chica disse…
Acabei de ler o post de hoje e lá não consegui comentar...

Gostei da tua crítica e observação...Vemos mesmo cada uma e tanta arrogância que nem possibilidade de diálogo acontece....bjs, tudo de bom,chica
1 de agosto de 2017 às 23:16
Mary Brown disse…
Chica coloquei o teu comentário aqui, onde tu o querias pôr.
Pois é. Agora em Portugal há imensas festas nas aldeias e ao contrário do que devia acontecer, uma reunião amigável, já que estão cá os imigrantes, pessoas que há muito não vêem as famílias,tudo serve para criticar. Enfim....
Beijinhos
Briseis disse…
Li o comentário da Chica e fiquei a pensar... No meu ecrã, a opção de "enviar um comentário" aparece escrita a preto sobre um fundo cinzento escuro. Tive que andar à procura para encontrar. Se calhar a Chica não viu por causa disso =)
Quanto ao post propriamente dito, cada vez mais os ajuntamentos de pessoas são mais sessões de mesquinhice e alarvidade colectiva do que verdadeiro convívio, partilha e alegria. Mas ainda tenho a convicção de que, apesar de serem poucas, ainda há pessoas que se valorizam e respeitam, a si próprias e aos outros, de modo a não entrar nessa feira de vaidades. Dá muito trabalho encontrá-las mas vale a pena =)
Mary Brown disse…
B não reparei para esse pormenor mas já alterei as cores. Felizmente ainda há mas é cada vez mais difícil encontrá-las. Talvez este seja o motivo porque eu me divirta cada vez mais só. Não tenho que fazer um esforço tremendo para estar atenta a tanta mesquinhez. Quando dou conta já estou nas nuvens e tenho à minha frente alguém à espera que eu diga alguma coisa. Que dizer? O que me apetece? Melhor fingir que não ouvi. É que essa gente não admite que haja gente que não sabe nem quer saber de ditos e mexericos. Acabo estoirada nessas aglomerações de gente fútil. Beijinhos e obrigada pelo aviso.

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