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Carências à Superfície


O Natal, 25 de Dezembro, data que não corresponde ao nascimento do menino Jesus, provavelmente terá nascido em fins de Setembro, altura da Festa dos Tabernáculos e terá sido concebido em fins de Dezembro. Nesse dia celebrava-se o retorno do sol, o primeiro dia no qual os antigos podiam notar claramente que os dias estavam a tornar-se maiores e, que a luz do sol estava retornando. Como ninguém sabe o dia de nascimento de Jesus e, como a Igreja queria substituir o festival pagão com um dia santo, escolheu esse dia para festejar o nascimento do menino.
Para mim, mulher adulta, com uma posição ateísta, total ausência de crença em divindades, espiritualista, aceitando algumas ideias imateriais como a alma humana ou a reencarnação, o Natal, presentemente, é um aproveitamento das carências afectivas das pessoas, e, não passa disso.
Já foi uma época em que a família se reunia e confraternizava mas, há muitos anos, o seu significado reformou-se. Reformou-se o significado do Natal e o da família.
Tendo o casamento deixado de ser encarado como a modalidade exclusiva de relacionamento, como uma parceria para a vida inteira, sendo questionados, diariamente, os princípios de companheirismo, intimidade e amor, entre os cônjuges, tendo diminuído o contacto entre pais e filhos a um nível extremo, não tendo os jovens directrizes de conduta, estando os seus modelos identificatórios distantes, sendo o individualismo e a competição os espíritos apoiados por esta sociedade capitalista, que acabou com aspectos importantes da vida em sociedade como o companheirismo, solidariedade, participação, envolvimento e união e, ainda, com a família. Família que, hoje, com tantas mutações, deixou de se conhecer, na sua totalidade.
Impossível colocar à mesa, na consoada, aquela família que, há uns anos atrás, se juntava para confraternizar e festejar a alegria do nascimento do menino: os avós morreram, os netos não têm os pais já unidos, os pais têm novos pares e novas famílias, os tios têm outros interesses e, assim, a família perdeu-se.
Reformou-se a família e, com esta remodelação, o Natal perdeu a beleza, a naturalidade, a pureza, a genuidade, tendo sido contaminado pela sociedade de consumo, insatisfeita, a mesma que destruiu a família.
Estando a família desagregada o individuo começa a ser consumido por carências afectivas, carências essas criadas aproveitadas pela sociedade, em que ele se quer inserir.
O indivíduo, transformado em objecto, nu de autonomia, com direitos flexíveis, inserido num meio em constante metamorfose, necessitando estar actualizado a cada segundo, foi perdendo a sua auto-estima estando, vulneravelmente, colocado à superfície de um mundo que, ao mínimo descuido, o abafa, o afunda e o sepulta.
Vulnerável, insatisfeito, sentindo uma necessidade enorme de ser amado e aceite pela sociedade, segue impensadamente as directrizes que lhe são dadas. Perdeu a capacidade de cogitar, de avaliar as suas necessidades, de saber onde começa a mentira e onde acaba a verdade. Afinal ele reina como um soberano solitário.
O mercado, na sociedade capitalista, criou a publicidade que, tem como função, criar necessidades e mais necessidades, impossíveis de satisfazer, já que a mutação é tão veloz que quando se satisfaz uma já há outras criadas. Estas necessidades, grande parte supérfluas, têm como função, aparente, a de provocar satisfação, de preencher o vazio que o indivíduo deixou que ela lhe formasse, criando-lhe a ilusão de auto-estima e felicidade, baseada na “moda”.
Ele segue a “moda” na leitura, nos bens que adquire, nos passatempos que escolhe, nos hobbies, na alimentação, na moradia em que vive, no carro que conduz, no programa que vê, no canal de TV que escolhe, na roupa que veste e, nas prendas que dá. Tudo isto faz dele um FASHION. Um FASHION VICTIMIS, não passa disso. Mata-se a trabalhar, perde momentos no seio da família, perde a saúde, entra em stress para ser um FASHION, para conseguir um bem-estar, momentâneo, baseado em bens.
Esta mesma sociedade trocou-lhe, inclusive, o símbolo do Natal, de menino, passou a velho de barbas, Pai Natal, nascido em 1821, unificação de Pai Natal e S. Nicolau, num conto, para crianças, de Clément Clark e, assim, foi sendo criado este velho. Em 1931, a Coca-Cola dá-lhe o aspecto actual, roubando-nos, definitivamente, a nossa figura natalícia, o menino Jesus.
Esta figura, comercial, tem um impacto económico enorme, nesta época, e têm vindo a ser desenvolvidas técnicas, refinadíssimas, que levam as pessoas a acreditar que é necessário comprar, para consumir ou para presentear, atingindo-as nas suas fraquezas humanas, desestabilizando-as e forçando-as a adquirir objectos que nada acrescentarão ao seu engrandecimento pessoal, social, cultural e muito menos como cidadão participante de uma comunidade, um grupo ou uma sociedade.
O bom senso é, com toda a certeza, a melhor protecção para estas armadilhas do marketing, da publicidade. Ninguém é banido de um grupo, de uma sociedade com valores por não ter, por não dar, por não entrar na roda do consumo. Se o for, é porque aquela sociedade ou grupo era hipócrita, desleal, fingido, fútil e não tinha, como alicerce, do ser humano, os seus valores.
A ideia central, desta sociedade, é vender, não havendo qualquer preocupação nem com a qualidade nem com as consequências que o produto possa ocasionar. Há um esvazionamento de conteúdos e uma utopia de felicidade plena, num “Paraíso de Consumo” qualquer, Shopping Center, onde a estética é procurada a todo o custo.
Estando, eu, atenta às minhas necessidades reais, tendo definido claramente as minhas prioridades, tendo os parâmetros estabelecidos, sabendo o que significa para mim qualidade de vida e o que é supérfluo, o que não agregará valores à minha vida, nem à vida da minha família, tendo a minha meta traçada, sem brechas para que ondas consumistas a destruam digo, com toda a convicção:
Ninguém, nem nada, será capaz de me transformar em máquina de consumir nem, tão pouco, me levará a pensar que a minha felicidade está em ter. A minha vida baseia-se no ser e, é ele, o ser, o único capaz de me fazer feliz. Utopias aceito uma: paz mundial.
Assim sendo, o Natal é, apenas, mais uma maneira de obter lucro, aproveitar as fragilidades do ser humano, presenteando-o com quimeras.


Para Fábrica de Letras.Tema do mês: Natal.

Brown Eyes

Comentários

Pedrasnuas disse…
BEM...O TEXTO ESTÁ COMPLETO...DIZ TUDO. FANTÁSTICO!!! BOM SENTIDO CRÍTICO.
MAS...
EU PENSO QUE TENS RAZÃO...E SUBSCREVO AS TUAS PALAVRAS....CONTUDO, A TUA NOSTALGIA É PORQUE A SOCIEDADE MUDOU, FORAM-SE EMBORA MUITOS DOS VALORES TRADICIONAIS. JÁ NADA TEM O SABOR DE OUTRORA... AS PESSOAS MUDARAM E FORAM ATRÁS DE UTOPIAS,DE MENTIRAS,DE ENGANOS ...ANTIGAMENTE AS NOVIDADES CHEGAVAM E HAVIA TEMPO PARA AS DIGERIR. TEMPO PARA AS VIVENCIAR...AGORA NÃO,CHEGAM NOVIDADES DE TODOS OS LADOS...E AS PESSOAS FICAM CONFUSAS...É UM MUNDO DE NOVIDADES TODAS ATRAENTES E COLORIDAS...E PARA AQUELE HOMEM QUE GOSTA DE ESTAR NA MODA...DE ANDAR NA ONDA...É IMPORTANTE SER MAIS UM INSATISFEITO...DE QUALQUER FORMA NINGUÉM APONTA UMA PISTOLA À CABEÇA E AMEAÇA MATAR SE AS PESSOAS NÃO SE MODERNIZAREM...
MAS A MAIORIA PENSA QUE É IMPORTANTE SEGUIR O REBANHO E VAI ANDANDO ATRÁS DAQUILO QUE VÊ OS OUTROS IREM...VALE TUDO PARA SER ACEITE...
NÃO VOU COM O REBANHO,NEM SOU MATERIALISTA...
HÁ MUDANÇAS QUE EU COMPREENDO...PORQUE TAMBÉM HÁ MUITA HIPOCRISIA...QUANTOS CASAIS APARENTAM ESTAR ÀS MIL MARAVILHAS...UMA FAMÍLIA ÀS DIREITAS E ANOS DEPOIS OUVEM-SE BOATOS DE QUE O PAI ,UM HOMEM POLIDO AFINAL É SUSPEITO DE PEDOFILIA...E NÃO SÃO TÃO POUCOS ASSIM. ACONTECEM EPISÓDIOS EM FAMÍLIAS TRADICIONAIS,ESTES E OUTROS
POR ISSO...

MAS GOSTEI MUITO DE TE LER!!!
BEIJINHO
Brown Eyes disse…
Pedrasnuas um comentário excelente, onde está presente a essência da minha mensagem. Em relação ao casamento quero dizer-te que sou a favor do divórcio, antigamente havia muita hipocrisia neste aspecto, as pessoas desistiam de ser felizes, mas, não podemos esquecer a influência que a sociedade teve na família. Quantas pessoas estariam ainda casadas se tivessem tempo para amar? Muitas. Mas esta sociedade tira-nos esse tempo. Gastamos o tempo a trabalhar para podermos consumir, não é?
Obrigada.
Beijinhos
johnny disse…
Concordo com tudo, mas é preciso ver que para pensar assim já é necessária muita sabedoria, alguma experiência e até algum cinismo e amargura perante o mundo. No essencial, importa não exagerar nem nos deixarmos levar pela onda.
Perco-me sempre nas tuas palavras... tens o dom de nos prenderes a elas... e sabes que concordo com a tua opinião que não é muito diferente da minha... beijinhos
Brown Eyes disse…
johnny esta visão não é cínica nem amarga, é real.
Obrigada por mais uma visita.
Brown Eyes disse…
Bela obrigada pelo miminho.
Beijinhos
pinguim disse…
Perfeito; com uma correcta ligação dos vários temas abordados, com destaque para a família e para o consumismo.
Brilhante, mesmo e claro, estou completamente de acordo com o que dizes.
Beijinho.
Brown Eyes disse…
pinguim a Fábrica teve o dom de juntar vários bloguistas e de nos dar um motivo para reflectirmos sobre temas por ela propostos. Temas que pouco nos dizem e, por isso, vamos passando sobre eles. Foi este o caso. Jamais escreveria sobre este tema se não fosse um desafio. Ainda bem que te agradou a forma como o fiz, tendo aproveitado para deixar um alerta a todos aqueles que o lerem.
Obrigada
Beijinhos
Olhos Dourados disse…
Por aqui continua a ser o Natal tradicional, com a família toda e essas coisas.
Brown Eyes disse…
Olho Dourados, sempre atenta às novidades deste cantinho, obrigada. Se por aí a tradição ainda é o que era óptimo, se o amor supera o consumo, maravilhoso. Preserva isso o máximo de tempo que puderes que já é raro.
lunatiK disse…
Viva
por aqui também se celebra um Natal tradicional, e acima de tudo tenta-se educar os mais pequenos para o Natal deles no futuro não se transforme em nada mais do que uma festa em que se consegue reunir toda a familia.
No entanto o teu texto é excelente, e retrata bem no que esta quadra se transformou.
Cumps.
Brown Eyes disse…
lunatiK saber que alguém dá importância ao amor, à família, em detrimento do consumo, faz-me feliz. Não é difícil fazermos da felicidade eterna, enquanto que um objecto, qualquer que ele seja, tem uma vida limitada e pode, ainda, não significar satisfação. Afinal a tradição é o que de mais valioso tem um povo e a tradição é amar, confraternizar, não comprar.
Obrigada
Beijinhos
Mulher a 1000/h disse…
Sad but true... No entanto quero opinar em relação a algumas coisas:

1. tens toda a razão quando dizes que a sociedade de consumo mudou muito no ser humano... mas não te mudou a ti, pois não?! Sabes porquê!? Porque tu pensas como eu: "Eles querem vender. Eu, só compro se quiser!" - A pressão da sociedade é grande, mas só afecta os inseguros.

2. em relação ao casamento... eu continuo a acreditar nele e no amor... vá, mas desta já estava à espera... no entanto, também acho que muitas vezes o divórcio é um mal menor e a única solução no meio do caos que se instala nas relações das pessoas... porque aí muitas vezes intrefere uma ideia de "consumismo sentimentalista", que nos vem da ideia de felicidade preconizada nos filmes e nos grandes argumentos... mas como na vida as coisas não acabam, mas começam com o casamento, as realidades dos finais felizes só vêm com muito esforço.

3. acima de tudo eu acho que somos uma sociedade comodista, que não se quer fazer sofrer por nada e que não tolera a dor. bom, por um lado, mas mau por outro, porque as soluções de cura para a dor são só medicinais, com tudo o resto temos que lidar sem "pain killers"! E isso custa, mas há que enfrentar!

4. Eu, que não sendo extremamente religiosa tenho o meu respeito pela educação Católica que recebi também sempre ouvi dizer que era o Menino Jesus que trazia as prendas, mas confesso que a história do gorducho vestido de vermelho a entrar pela chaminé sempre me fascinou muito mais... e o que seria do homem se não fosse a sua dose de loucura e imaginação.

Eu, vou ensinar à minha filha a história do nascimento do menino Jesus e do Pai Natal e talvez do S.Nicolau, porque quero que ela nunca perca uma coisa que é essencial à vida humana: a fé, a crença em algo, ou alguém... e depois até pode saber que nada disso existe, mas saberá que o homem é capaz de criar mundos fantásticos.

E porque não aproveitar o pretexto do feriado calendarizado para uma festa em família ou com quem mais amamos?! Eu uso de bom grado qualquer desculpa... Natal, Páscoa, Carnaval... para mim não são feriados tão comerciais assim... são mais emocionais, pretextos, desculpas para uma pausa! Mas vá... que tens razão em tudo o que escreveste, lá isso tens... mas eu, vou fazer de conta, que ainda sou pequenina e não quero deixar morrer estes pequenos momentos mágicos da minha vida... porque também só depende de nós deixar morrer a magia... ou alimentá-la! Precisamente como numa relação, seja casamento, ou não!

E desculpa o testamento.... TXIII.... Só agora é que saí do transe! Ups! ;)

Bjs.
Brown Eyes disse…
Sílvia minha querida este teu comentário é um verdadeiro post que acrescenta o que escrevi. Nada como a magia, o sonho, para nos fazer feliz, estou plenamente de acordo contigo. É esse sonho, essa magia que queria ver outra vez presente em todas as vidas, a magia do amor. Estou certa que saberás cria-la na tua pequenota. De alguém cheia de sentimentos, de amor para dar, alguém que deu e dá mostras de não ser materialista, de ter escolhido o amor, a família, em vez do dinheiro, só se pode esperar uma boa influência. Um beijinho grande para ti e um obrigado enorme pela tua participação, sempre, tão inteligente, coerente e harmónica.
Gingerbread Girl disse…
Eu li este teu texto ontem à noite, e confesso que me tocou imenso.
Há meses, muitos meses, que não lia nada que me tivesse tocado tanto.
Todo ele pinga verdades cruas e asfixiantes.
Acho que nunca tinha lido de forma tão clara o que eu própria penso da sociedade de consumo, mas admito que nunca tinha ligado o consumismo do Natal ao vazio emocional, moral e afectivo das pessoas e à mudança do conceito de família.
Quanto ao Natal dos dias de hoje, tornou-se num monstro consumista, e acho que daqui a alguns anos, muitas crianças deixem de saber responder à pergunta : "O que é o Natal?".
O Natal tem, como tu dizes, a sua no Yule, o que por si só, já diz tudo.

Eu tentei, que este ano, entre a família, só se trocassem presentes no valor máximo de €10, entre os adultos. Mas não tive um único adepto. Eu já ando de uma maneira tal, que nem queria é que me dessem nada! Se sabem do que preciso, se pretendem demonstrar afecto através de um simples gesto que é um presente, então porque não me dão quando podem? Dão-me porque É Natal! Mesmo que eu já precise de "algo" há meses. Que lógica tem isto? Se se dá por afecto, então dá-se quando se quer e nunca apenas em determinada data, para ficar para a foto!
Tenho de fincar o pé neste aspecto. A mudança tem de partir de algum lado.

Quanto ao comentário do Johnny, eu concordo com ele. Quem conhece o mundo, quem é sábio e observador, quem tem noção do que é efectivamente viver, tem mesmo de ter uma visão amarga e cínica do mesmo! Não há outra forma de contemplar a sociedade em que vivemos.

A única coisa que peço para este Natal, é uma noite em família, com uma mesa farta e tradicional, risos, e musica natalícia. E saúde. MUITA saúde.

beijinhos e os meus sinceros parabéns por este magnífico post!

Obrigada*
Brown Eyes disse…
Ginger: Vieram-me as lágrimas aos olhos com o teu comentário, sabias? Pois é, emocionaste-me. O que pretendia era mesmo chamar a atenção para o tradicional, que enchia corações de alegria, que nós recordamos com saudades e que esta sociedade está a enterrar de dia para dia. Termos a presença da familia à mesa não é já bastante gratificante? Para quê as prendas, muitas vezes dadas por obrigação, que a maior parte das vezes não dão jeito nenhum, se um simples beijo, um simples abraço nos preenchia muito mais. Como dizes ajudar alguém quando necessita, por vontade, satisfaz muito mais quem recebe e quem dá do que dar uma prenda nesta época por imposição. Ter quem amamos a nosso lado, nesse dia e sempre, é a maior satisfação.
O que desejo para ti e para todos é que nunca vos falte o mais importante: o amor. Com ele superamos tudo, todas as outras faltas que possam existir, ter a saúde necessária para enfrentar o dia a dia com optimismo.
Ginger espero que consigas a noite que desejas, em familia, com saúde e alegria.
Um beijinho amiga.
johnny disse…
Só para esclarecer, não disse aquilo do cínico e amargo como ofensa!
O sentido foi mesmo o que a Ginger deu nas suas palavras às minhas palavras... as dela talvez menos amargas que as minhas.
Brown Eyes disse…
johnny eu percebi o que quiseste dizer. Mas não se trata bem de cinismo. É uma visão de alguém que viveu uma vida de luta, que aprendeu a observar o mundo para sua defesa. Isso sim. Sou a pessoa mais sentimental que possas imaginar, tudo me comove mas sou, também, a mais atenta e, ao mínimo deslize eu já apanhei e então...nada consegue levantar o que caiu. Cresci e vivi comigo por isso me conheço tão bem e por isso aprendi a conhecer os outros. Não tenho medo que as minhas atitudes ou palavras possam criar uma imagem errada, o que não quero é que as pessoas se sintam enganadas por mim. Percebes? A verdade acima de tudo. Quando não quero nada me faz mudar de opinião, nem a maior oferta, nem uma pistola apontada. Tudo está bem delineado dentro de mim, naturalmente, porque fui obrigada a crescer, a ser mulher pequenina. Amargura? Se leres o meu post http://thelookbrown.blogspot.com/2009/09/quem-me-dera-ter-vinte-anos.html
verás que dou valor a cada segundo do meu passado. Não seria o que sou se o meu passado fosse outro. Isso de certeza. Este mundo seria muito melhor se não houvesse, nele, tudo o que desprezo, o materialismo é uma delas, mas consigo ser feliz neste mundo. Aprendi a viver nele e a preservar-me, a viver rodeada de uma protecção que evita que chegue até mim o que detesto.
Para finalizar não te preocupes com o que disseste porque entendi o que quiseste dizer e, mesmo que não entendesse, todos temos direito a opinar. Eu aceito as opiniões frontais, nao aceito é o diz que disse. Percebeste johnny? Aqui quero que sejas sempre tu e quando não te agradar algo di-lo. A verdade é importante para respirarmos.
Beijinhos
free_soul disse…
O teu relacionar de consumismo versus desagregação familiar...de pais que já não têm pais de netos sem avós e...os tios? Esses em suas vidas... dá o que retratas e muitissimo bem... Tentar fugir a isso tudo e agregar dentro das nossas 4 paredes aquilo em que acreditamos não é tarefa para fracos!!!
Um beijo
Leo Mandoki, Jr. disse…
os factos são exactamente como tu descreveste.
Vou te contar uma história. Eu, todos os anos, visto-me de pai natal para a minha filha e as minhas duas afilhadas. Este ano elas têm 6, 7 e 10 anos. E este ano o meu compadre contou a filha mais velha que o pai natal não existe. E eu fiquei desiludido. Porque nos ultimos 9 anos eu fiz parte do imaginário feliz dessas crianças. E isso é q que deve se salientado, apesar de ser uma festa pagã, hipócrita e capitalista. E isso não deve atrapalhar a igreja católica de defender e reposicionar o natal entre as pessoas.
beijocas
Lala disse…
Querida, este teu post... fez-me voar a uma velocidade alucinante para um tempo que pela minha vida passou... e agora, tarda em regressar. Não me deixou surpreendida porque é aquilo que vejo à minha volta todos os dias.
Não me deixou triste, porque me fez recordar coisas boas do passado.
Sabes? Eu vivi e cresci no seio de uma família que não era a minha. Na instituição onde fui criada, tinha uma mãe [coisa que não me lembrava o que era] que não era minha. Adoptei-a. E tinha irmãos que não eram meus, nem filhos daquela mãe. Mas também os adoptei.
Aquilo que aquela mãe sempre me ensinou foi que éramos uma família.
O nosso Natal era excitante. Memorável. A cada ano que passava.
A nossa imaginação ia para além de todos os limites. Prendas? Não as comprávamos. Nem a nossa mãe. Cada uma fazia para cada um. Com dedicação. Com carinho. Com amor. Muito amor! "Discutíamos" para decidir quem, nesse ano, faria o bolo de aniversário do Menino... E cantávamos-lhe os parabéns antes da ceia.
Hoje, os meus irmãos vivem na Guarda [de onde vieram], eu vivo em Lisboa... E não, já não celebramos o Natal juntos. Precisamente por muito do que acabei de ler no teu post. Hoje compramos presentes para os nossos filhos. Eu compro para a minha "C". Mas continuo a cantar os parabéns ao Menino. Afinal, celebra-se o seu nascimento, mesmo que não tenha nascido nesse dia.
Celebrar o Natal no seio familiar, à volta de uma mesa farta, onde todos riem e cantam e choram de tanto rir. Sim acabou por se tornar uma utopia. Mas eu quero lá saber qual é o último grito disto ou daquilo. Nos dias que correm, importa-me sim, transmitir à minha pequena "C" tudo aquilo que aprendi no seio daquela família que não era a minha tentando fintar essa sociedade, hipócrita, consumista, esganada e muito pouco feliz que insiste, persiste e não desiste de me assombrar. De, a pouco e pouco, me desfaz os sonhos de menina, que a pouco e pouco me transformar o coração em carne picada.
Não posso [nem consigo] protegê-la de tanta voracidade, de tanta tentação [nem a mim, por vezes]. Mas posso sempre ir sonhando com ela. Embrulhando um presentinho ou um miminho de quando em vez, mesmo que não seja no Natal. Assim como ela faz. Porque foi isso que lhe ensinei. O valor das coisas. Não o valor monetário [até porque o dinheir foi feito para gastar], mas o valor sentimental... Não estou aqui a querer dizer que sou melhor que o mundo inteiro. Apenas que aprendi a sobreviver neste mundo voraz e desconcertado pela ganância de "ter".

Obrigada pelo teu post.

Um beijinho...
Brown Eyes disse…
free_soul a minha intenção era precisamente alertar as pessoas para o fenómeno que rodeia esta quadra, tentar que elas façam dela apenas uma quadra de amor, amor que se prolongue pelo ano inteiro e que esqueçam essa corrida desenfreada que é o consumismo. A nossa qualidade está mesmo dentro de nós, não no que temos ou damos, até porque temos gostos diferentes e visões diferentes de necessidades. Assim sendo para quê classificarmo-nos pelo que é aparente?
Obrigada.
Beijinhos
Brown Eyes disse…
Leo Mandoki, Jr. sem imaginário esta quadra perde a beleza, não é? Nós sentimo-nos felizes por podermos dar felicidade aos outros e, para uma criança receber uma prenda do Pai Natal é muito mais emocionante do que ser o Pai ou a Mãe a presenteá-la. Presentes deles recebe ela todo o ano até porque hoje compra-se um presente com muita facilidade. A criança não dá tanto valor às prendas como nós dávamos. Nós recebíamos duas prendas por ano: dia de anos e Natal. Hoje não é assim.
Obrigada Leo por mais um contributo neste cantinho.
Beijinhos
Brown Eyes disse…
Lala uma infância difícil dá-nos uma visão diferente do mundo. Quem nasce protegido não sabe o que é viver, não sabe a força que é preciso ter para sobreviver neste mundo, para não se ser esmagado no percurso, não sabe a quantidade de lágrimas que se derrama, a energia que se gasta. É com uma infância difícil que se aprende a dar valor às coisas. Uma prenda feita por nós tem muito mais valor que qualquer uma que possamos adquirir. A tua Mãe soube dar-vos exemplos e bons exemplos. Exemplos que temos que transmitir aos nossos filhos. Só espero que eles os acolham.
Beijinhos e obrigada por mais um comentário.
Su disse…
Apesar de concordar contigo em certo ponto, também acho que não podemos cair nessa visão pessimista da nossa realidade actual. Se nos deixarmos levar pela amargura daquilo que se perdeu jamais o conseguiremos recuperar. Se, ao invés disso, optarmos por aceitar as alterações que houveram podemos conseguir reaver aquilo que se está a perder. Cabe-nos a nós fazê-lo, mas não creio que o consigamos se não aceitarmos as mutações da sociedade.

E isto é só a opinião de alguém que opta por não se resignar.
Brown Eyes disse…
Su há coisas que não podes analisar por perspectivas pessimistas ou optimistas. Trata-se de uma análise da realidade e apenas isso. Aceitas o aumento da violência no mundo, o facto de teres deixado de te sentir segura quando vais ao banco ou até passear? Que perspectiva positiva pode ter este facto? A única positiva é mesmo a do lado do ladrão: conseguiu dinheiro com facilidade e nem vai preso. Certo? Ou a de teres conseguido sair viva dessa aventura. Satisfaz-te? Não posso aceitar o que vai contra os meus valores e a minha visão de vida. Para mim viver é muito mais que consumir. Lembra-te que esta sociedade tem mutado consoante o interesse do poder, não tem em conta a tua necessidade, a tua saúde e os teus interesses. Eu não posso concordar que se aniquile a vontade de uma maioria pelo interesse de alguns. Compete-me fazer alguma coisa para alterar o rumo e faço-o. Aceito todas as alterações que forem a favor do ser humano, na sua totalidade, não aceito aquelas que são a favor de interesses pessoais. As mutações que tem havido só contribuíram para destruir o planeta e os seres que nele habitam. Lembra-te que se era muito mais feliz quando se construía o carro para brincar que hoje que se pode ter um carro novo todos os dias, para brincar, sem grandes dificuldades. Porque será que as depressões aumentam? Antes vias o pessoal roto, descalço, a correr feliz, hoje vês tudo vestido com marcas, bem calçados, a andar cabisbaixos e a recorrer a psiquiatras, psicólogos e similares. Há aqui qualquer coisa que não está bem, não será? A violência está-se a generalizar de tal maneira que começa na escola primária. Hoje há quem tenha que se defender dos próprios filhos. Porque será? Isto tudo é consequência das mutações desta sociedade.
Su é engraçado que quem analisa a realidade é chamado de amargo, não haverá amargura escondida nos outros? Nem imaginas quanta!!!
Obrigada pelo teu comentário.
Um beijinho
Melga disse…
A tradição efectivamente já não é o que era, tudo se resume ao deve e haver, à taxa de inflação, ao défice, à opinião do FMI, do BM, do governador do bdp, à opinião inopinada de economistas e gestores de meia tijela. consumo e consumismo não nos largam.
Gosto de saber que também tu resistes à pressão do consumo que faz com que o Natal não seja diferente da Páscoa nem o verão do Inverno.

Quanto às familias, fiz um trabalho de psicossociologia no âmbito da família do qual te deixo um excerto:" Ainda segundo Ariès, a cada tipo de família correspondia no século XIX uma certa configuração do espaço social. À família tradicional corresponde o espaço da comunidade, espaço único onde se confundem os domínios público, privado e profissional. O espaço na comunidade substituiu-se por três espaços especializados, o espaço privado da família, o espaço profissional e o espaço público. Após a II Guerra Mundial, o espaço público tem vindo a ser recalcado e quase desapareceu, o espaço privado invadiu toda a sociedade como um cancro. Esta privatização súbita e alastrante deve relacionar-se com a crise da família.
Mas, podemos concluir que a família está esgotada e sem viabilidade?
Para Leandro (2001, p.92) a família é uma realidade do passado, do presente e do futuro, provavelmente, em relação a este último ainda bastante diferente do que é hoje, porque se trata de uma entidade extremamente dinâmica. Esta é o garante da perenidade de um tecido social em constante e profunda mudança. A família actual, sendo uma instituição vital, não se encerra sobre si mesma mas interage com todas as transformações internas na sociedade.
Durkheim (cit. por Leandro, idem) dizia “a família, ao mesmo tempo que se ia privatizando tornava-se cada vez mais pública porque mais dependente do Estado e das suas instituições”. Ao que o autor acrescenta, ainda mais dependente do mercado de (des)emprego e dos efeitos que daí decorrem, da mudança de mentalidades, dos costumes, da cultura, e da sociedade em geral. Os membros da família, sem deixar de investir no intimo e caloroso interior do lar, e no exterior utilitário, podem fazer destas duas dimensões da vida humana e social, as duas faces da mesma medalha.
“Mais do que nunca, a família, pelo menos idealmente se torna o eixo da coesão social, contrariamente a um passado não muito recuado em que este papel era

executado pela religião. Deste modo a família é o que persiste, mas também o que se renova, confirmadamente, nos nossos dias, de maneira radical, o que nos permite falar de uma realidade nova em destruição/construção” (ibidem).
Mas, o “cancro” referido por Ariès, é benigno ou maligno? Esta questão pode ser interessante porque de uma forma ou outra ,é obvio que existe.
Que dizer das novas exigências se atendermos a reivindicações como a do Orgulho Gay ”Nem menos, nem mais, direitos iguais”. Esta e outras realidades, fazem-me questionar “ Família! Que famílias?”.
Para Wright e Leahey ( 2002) “ Família é quem seus membros dizem que são.”

E que famílias serão estas no futuro do Natal?

Bjo* e bom fim de semana.
Brown Eyes disse…
Melga obrigada pelo teu contributo e por teres aqui publicado o teu trabalho de psicossociologia, o qual poderemos analisar e tirar conclusões. É o que farei.
Beijinhos e bom fim de semana para ti também
Ana disse…
prenda para ti no meu blog. :) beijinhos... ja venho por aqui comentar... :P
Brown Eyes disse…
Ok Ana. Beijinhos e obrigada
Pedrasnuas disse…
APROVEITO PARA AGRADECER O COMENTÁRIO NOS MEUS ENSAIOS E PARA DIZER QUE A MENINA DA FOTO É TÃO QUERIDA...APETECE MESMO APERTÁ-LA NOS BRAÇOS E DAR TANTOS BEIJINHOS...MUITO QUERIDA...É O ROSTO DA PRÓPRIA INOCÊNCIA...
E BEIJINHOS TAMBÉM À CRIANÇA QUE TRAZES DENTRO DE TI...
BOM DOMINGO
Brown Eyes disse…
Pedrasnuas obrigada pelas tuas palavras. O que tenho aqui é a verdadeira família. Se há coisa que me dê mais prazer é ter os comentadores que tenho, nunca me cansarei de o dizer. Isto é família, amor e beleza, na sua forma mais pura
Falando na menina sabes que escolhi esta foto por isso pela inocência dela, que aliás era o que todos queríamos nunca perder, queríamos nunca ser obrigados a isso.
Beijinhos
Brown Eyes disse…
Maria Luisa Adaes

Tentei deixar comentário ao Natal, mas nada encontrei onde fosse possível escrever,.
Encontrei-a no carlos (um breve olhar) chamou minha atençao.

Vou deixar contacto, poeque não? Vou deixar:

http://prosa-poetica.blogs.sapo.pt

http://os7degraus.blogspot.com

Escrevo de preferência no Sapo.
Também escrevo (menos) no google

Gostei do seu Natal : sabia que Jesus não tinha nascido neste dia convencionado.
Também não importa o dia e o mês - importa sim "Ele ter vindo ao Mundo" e eu acredito
em pleno e amo essa Vinda.

Maria Luísa


Maria Luisa no fim de cada post enocntrarás:
Publicada por Brown Eyes em 20:00:00 30 Eyes
Clicas nos Eyes, neste caso são 30,aqui os comentários chamam-se assim e abrem-se um formulário para comentários.
Mas não te preocupes que eu publico-os caso não consigas. às vezes estes blogs não funcionam como deviam e desaparece o que não deve.
O Carlos é alguém especial deste Mundo, com um coração de ouro, é uma das pessoas que sigo. Terei todo o prazer de conhecer os teus espaços, farei-o logo que me seja possível.
Luísa o que interessa é manter o espírito que esta quadra deve ter e prolonga-lo por todo o ano. Perder o espírito materialista, ou nunca chegar a tê-lo, é a minha luta diária, só assim conseguiremos ser plenamente felizes. Passaremos apenas a preocupar-nos em amar e não perderemos tempo com banalidades.
Obrigada pela visita e volta sempre que desejares, serás bem vinda.
Beijinhos
ººº
Passei para pôr o conteúdo em dia.

Voltarei

Carpe diem
LBJ disse…
Gostei do teu longo texto, eu não sou ateu mas já o fui, hoje sou um agnóstico convicto e quer queira quer não queira o natal acaba por nos enrolar na sua teia, este é o meu primeiro diferente do que foram todos os outros antes deste e gostava de poder dizer que tudo isto são manobras de marketing e campanhas canalizadoras de consumo, mas não consigo e este natal por ser o meu primeiro natal diferente apenas me vai trazer tristeza e sinto sim que cada vez mais o natal será uma época de tristeza para cada vez mais pessoas... Enfim, vou ali beber uma coca-cola...
Brown Eyes disse…
Olá Jota também já algum tempo que não visito os teus blogs, principalmente "A ARTE DE BEM... PHOTOGRAFAR", aquele que mais me agrada mas, logo logo o farei.
Beijinhos
Ana disse…
é por estes textos que tb digo que tnh orgulho em seguir o teu blg tb... adorei o texto e o estranho é que hoje escrevi um texto com um conteúdo algo semelhante, a distanciação do ser humano do verdadeiro significado desta data? a renovação da vida, o amor e a família, escolhida ou não por nós.
beijinhos
Brown Eyes disse…
Olá LBJ espero que consigas superar essa diferença que existe neste Natal. Há diferenças que marcam a nossa vida, que conseguem fazer dos dias de sol os dias mais sombrios da nossa vida e, o Natal, ajuda a ensombra-los. Quanto mais cedo o querem começar, agora dia 1 de Novembro já é Natal para os Comerciantes, mais cedo desaparece a luz. LBJ nada é eterno e a tristeza também não o é, espero que consigas ultrapassa-la e renascer. Ao longo da nossa vida muitas vezes renascemos, tantas vezes reencarnamos, no mesmo corpo mas com outra alma. Dá tempo ao tempo e tenta descobri a forma de renasceres, há sempre uma. Ao longo da minha vida já muitas vezes o fiz e penso que a única força, o único poder, com que podemos e devemos contar é com o nosso querer. Querer é poder e acredita que é.
Muito obrigado por teres visitado este cantinho, espero que ele te tenha cativado o suficiente para que voltes. Beijinhos
P.S. Sabes que não gosto de Coca-Cola? O marketing aqui não pega mesmo. rsssss
Brown Eyes disse…
Ana obrigada pelas palavras que aqui deixaste. Vou dizerte que este blog tem-me dado a honra de conhecer pessoas maravilhosas, uma autêntica familia, pessoas por quem tenho um enorme carinho e das quais sinto saudades quando estou muito tempo sem ler. Se nós pudéssemos espalhar este espírito, que existe entre nós, este mundo seria diferente. Além da cultura que aqui adquirimos, com os vossos posts informativos, adquirimos, também grandes amizades. Comigo assim tem acontecido. Considero-me uma mulher com muita sorte.
Já vou ler o teu post.
Beijinhos
LBJ disse…
Renascer... Há um ano que escolhi como icon o simbolo da fénix... ;)É por isso que este natal será diferente, mas toda a mudança trás e tira, nada a fazer...

Obrigado pelas tuas palavras.
Brown Eyes disse…
LBJ espero que tenhas conseguido renascer das cinzas. A mudança traz-nos sempre novas energias, além da experiência que adquirimos. Às vezes são necessárias porque quebram o nosso comodismo.
Beijinhos
Ana disse…
pensei que era só eu a "viciada" que sente saudades das pessoas com quem contacto neste mundo mas ainda bem que sou apenas normal. :)
porque sinto essa falta de que falas, do apoio e proximidade de ideologias que não encontramos por vezes em quem nos rodeia. essa solidão é ainda pior do que não ter ninguém. é não ter quem pense como nós e sentirmo-nos estranhos neste mundo.
é bom ver que a nossa estranheza está disseminada pelo mundo. :P
Brown Eyes disse…
Ana não és a única, a mim acontece-me o mesmo e quando essa pessoa escreve com uma certa regularidade,fico preocupada porque penso logo que lhe aconteceu alguma coisa.
Na blogsfera encontramos pessoas fantástica que acabam por fazer parte do nosso mundo.
Um beijinho
Dry-Martini disse…
Gostei do espaço. Prometo voltar para cuscar devidamente :)

XinXin
Juana disse…
Et voilá touché... mais nada!
Brown Eyes disse…
Obrigada Juana.
Um beijinho
♥☆♥ Tô passando para desejar
________ ♥ ▓ ♥ FELIZ NATAL e
_______ ♥ ▓▓▓ ♥ óptimo ANO NOVO
______ ♥ ▓▓▓▓▓ ♥ Que nesse novo ano
_____ ♥ ▓▓▓▓▓▓▓ ♥ possa vir
____ ♥ ▓▓▓▓▓▓▓▓▓ ♥ cheio de amor,
___ ♥ ▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓ ♥ paz,
__ ♥ ▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓ ♥ saúde
_ ♥ ▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓ ♥ felicidade...
♥ ▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓ ♥ Que consigas
___________███ ________ todos os teus sonhos
___________███ ________♥ ♥ FELIZ NATAL! ♥ ♥
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
•• E UM 2010 RECHEADO DE COISAS BOAS!!! ••
Brown Eyes disse…
Obrigado Jota. Desejo-te, para ti, tudo a dobrar. A amizade já transborda de ti, um princípio para que a paz, o amor e a felicidade cresçam. Beijinhos
Anónimo disse…
Com muito interesse o que escreve.

Situações bem analisadas.

Na realidade, de tudo se faz um
negócio.

O Natal para mim é importante, esteja a data do nascimento, certa ou errada. Que importam as datas?

Importa sim o sentimento,
A comemoração do nascimento
de Jesus, pois ele é um carácter
plenamente heróico, o heroísmo feito homem.

Mas gosto do que escreve e como escreve.

Maria luísa Adães

prosa-poetica (Sapo)

os7degraus (google)

Desejo um Bom Ano!
Brown Eyes disse…
Maria Luísa obrigada por mais uma visita e por mais um excelente comentário.
Beijinhos e um Bom Ano para ti também.
Chica disse…
Maravilhoso teu texto, emocionante até!Há, entre tantas outras coisas, que deixar de existir esse consumismo em que foi transformado e Natal...um abraço,tudo de bom,chica
Brown Eyes disse…
Chica obrigada pelo comentário e pela tua visita. Era bom que as pessoas concluissem que o consumismo não leva à felicidade mas sim a um maior desgaste físico e emocional.
Beijinhos e um bom ano para ti

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