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Pensei.....



Pensei, imensas vezes, que finalmente tinha alguém que me amava, alguém que me dava valor mas, o tempo, esse mesmo que tudo modifica, demonstrou-me que tinhas sumido. Desde que surgiste que, nunca mais te larguei. Tinha um medo horrível de te perder. Ouvi falar da morte súbita, amava-te demais para te ver partir. Aquela moça que dormia que nem uma pedra, passou a acordar com o teu respirar. Era a meu lado que te deitava e tu, mal te sentias sozinho, acordavas a chorar. Eu não podia viver sem ti e tu mal vivias sem mim.
Mas, um dia, roubaram-te.
Lembras-te que me dizias que tinhas medo que os extraterrestres te levassem enquanto dormias? Por isso, querias a luz acesa ou dormir comigo. Seriam eles que te afastaram de mim?
A pouco e pouco foste fugindo e eu fui-me perdendo, sem o teu carinho não sabia viver. Começaste a ter vergonha de me amar. Afinal, os homens não andam atrelados às mães, são motivo de chacota e, eu, habituada a viver para ti, deixei de saber como agir.
Partiste desprezando quem só te amou, quem tanto fez por ti, quem até fome por ti passou, quem teve muitas noites sem dormir por ti.
Enfim…É o destino e, contra ele, nada há a fazer. Fica o amor e o desejo de me vires, um dia, a conhecer, sem influências. Espero por ti.

Brown Eyes

Comentários

Gingerbread Girl disse…
Não há nada, e repito e bato o pé e espumo, quando digo que não NADA como o amor de mãe!
NADA!!

Infelizmente os filhos só se apercebem disso quando têm os seus próprios filhos. E mesmo assim, ás vezes nem aí.

Mas eles valem os sacrifícios todos, mesmo que não "agradeçam"... e porquê? Porque só as mães sabem o que lhes vai no próprio coração... ;)


kiss*
Brown Eyes disse…
Não há mesmo nada como o amor de mãe Ginger e, como dizes, há filhos que nunca chegam a saber o que isso é. Nem toda a gente é sensível, nem toda a gente chega a conhecer a vida, muito menos o que ela encerra. Obrigada pelo comentário. Um beijo.
R.I.P.per disse…
Ginger n digas asneiras |-)

La esta,5 d Março,eu nunca m engano |-)
Brown Eyes disse…
5 de Março - Um dia que, pelos vistos, está repleto de maus acontecimentos. Uma das excepções foi o veículo espacial russo Venera que aterrou em Vênus e a partida de João da Nova que descobriu as Ilhas de Ascensão e Santa Helena. R.I.P.per obrigado pelo comentário e quanto ao engano ou não, não sei.
Giuseppe disse…
Discordo totalmente que seja preciso ter filhos para saber dar o devido valor aos pais.

Quem não sabe amar os seus, nunca na vida terá capacidade para amar os outros.

A minha mãe por ex. sabe ler-me a alma.. E sabem porquê? Não preciso explicar.. vocês sabem o que eu quero dizer, não é meninas? :)

Bjs
Brown Eyes disse…
"Quem não sabe amar os seus, nunca na vida terá capacidade para amar os outros".Giuseppe estou plenamente de acordo contigo, em relação à frase que citei, mas, analisando-a profundamente chegaríamos a muitas conclusões. Levaria horas a descreve-las todas. Acabaste por não dizeres quem não ama os seus e aí está o fundo da questão. Quanto ao facto de a tua mãe te ler a alma tem 2 significados base: 1º. a tua Mãe está atenta, é perspicaz e inteligente; 2º. tu permites que a tua mãe ta leia. És sincera. Pergunto-te que adiantariam as qualidades da tua mãe se tu fosses reservada e estivesses distante? Nada. Para chegarmos a conclusões temos que nos debruçar, sempre, sobre todas as hipóteses e não duvides que, a falta de sensibilidade ocasiona muitos problemas. Não havendo sensibilidade não há humildade, etc. Depois há outras condicionantes que pesam muito na comunicação. O adolescente tem a tendência de começar a julgar os mais velhos como incapazes. A sabedoria não se consegue medir, o facto de eu ter muitos conhecimentos técnicos não significa que saiba mais que alguém que tem conhecimentos práticos, mas nem todos conseguem tirar estas conclusões. Para analisarmos o que quer que seja temos que manter a nossa mente aberta, muitos há que morrem com ela fechada, nunca a conseguiram abrir. Depois há aqueles que, como diz o povo “vê os algueiros nos olhos dos outros e não vê as trancas nos deles”, e isto limita o caminho para a verdade. Quanto às condicionantes elas são imensas, o tipo de família em que nasceste, o meio em que vives, etc. Se nasces numa família desagregada, onde não há união, por mais que lutes nunca conseguirás ter uma família unida. Os ciganos, digam o que disserem, goste-se deles ou não são muito unidos. É essa união, da qual já deves ter ouvido exemplos, que faz muito em algumas famílias. Se nasceres numa família desunida, que não consegue incentivar-te, como poderás vencer? Haverá sempre algo em que falharás. Hoje, mais que nunca, os jovens contam com os pais para o seu início de vida, põem os filhos em creches, ATLS, etc. Imagina esses jovens a levarem a vida para a frente sem qualquer tipo de ajuda? E, se estiveres atenta, ainda os ouves dizer que andam cansados, que a vida é difícil, blá, blá, blá… Imagina alguém só, há uns anos atrás, ter que levar a vida em frente, não tendo quem lhe passasse uma peça de roupa sequer. Se hoje não há tempo para ouvir os filhos, até se levam ao MC Donald’s porque não há paciência para cozinhar, como seria nessa altura? Quando nem tempo havia para dormir? Enfim…. Havia tanto que dizer sobre este tema: Pais e Filhos. E enquanto as mães não poderem estar, a 100%, ao lado dos filhos a apoia-los não acabarão as queixas de um e do outro lado. Por tudo isto as mães serão as eternas incompreendidas.
Gingerbread Girl disse…
Giuseppe... talvez tenha sido um pouco minimalista demais. Não me exprimi bem... é a coisa do "1º falo e depois penso".

O que eu quis dizer com aquilo foi que, só depois de se ter um filho, de SE CUIDAR de um filho... é que se dá o verdadeiro valor aos pais.
Só depois de passares noites em branco porque o bebé não pára de chorar com cólicas ou com o nascimento dos dentes, ou por sabe-se lá o quê, só depois de mudares centenas de fraldas, de passares a noite com o berço encostado à tua cama e de mão dada com o bebé com medo que ele bolse e sufoque, depois ires a correr vezes sem conta, ás 3h da manhã para as Urgências porque não lhe consegues baixar os 40º de febre... enfim... eu que eu quero dizer, é que só depois de teres assim um ser nas mãos, assim um ser completamente indefeso e que depende para ti para estar vivo... do teu amor, do teu carinho, dos cuidados... só aí é que vais ter a noção da magnitude do que os teus pais passaram por ti.
Eu sei que O ENTENDES, mas há coisas que só vivendo mesmo. ;)

Mas isto é apenas a minha opinião, claro... desgraçado daquele que se regular por mim...
:p


*
Mulher a 1000/h disse…
Sou filha única de uma mãe, MUITO galinha... sempre me rebelei contra ela, em busca da minha independência... agora, que sou mãe e estou longe da minha, desejo muitas vezes ter tido mais paciência com ela... compreendo agora, que apesar de sempre a ter amado e MUITO, nem sempre fui a filha ideal! Sei que a fiz sofrer, mas só o sei agora, que penso nessas coisas como mãe... É um sentir único, um amor inegualável, que a tudo suporta e tudo tolera! Identifiquei-me com o texto... agora, aguardo expectante o que a minha filha me reservará ao longo da nossa vida! Bjinhos e parabéns pelo Blog! :)
Brown Eyes disse…
Obrigada pelo comentário Mulher a 1000/h. Como dizes, e bem, é preciso ser-se mãe para se compreender outra. Pena é quem nem todos o possam ser e, ainda por cima, se convençam que sabem o que é se-lo. Há tanta gente por aí quem nem sabe o que é viver quanto mais ser mãe. É tão bom ver reconhecido o seu valor, é tudo o ela quer de um filho. Beijo e sorte para a tua filhota.

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