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Ensinar Aprendendo




Nunca dei muito valor às coisas grandes, não sei bem porquê, mas sempre foram os pequenos presentes, as pequenas surpresas que me encheram de felicidade. A lembrança e a surpresa levam-me ao rubro. Os pequeninos nadas são aqueles que me fazem pôr alguém num pedestal, que fazem daquele dia “inesquecível”.
Uma oferta caríssima feita numa data assinalada, não me diz grande coisa. Muitas vezes estes presentes são feitos por obrigação. Odeio obrigações e, para mim, não passam disso.
Ultimamente, a vida tem-me presenteado muito, manifestações de carinho, de amizade, que, só por elas, valem a pena. O reconhecimento do nosso valor, da importância que temos na amenização dos problemas do dia a dia, levanta a nossa auto-estima, por mais alta que a tenhamos. O objectivo da nossa vida aqui, entenda-se mundo, não é a guerra mas o amor. Se em vez de atacarmos defendermos estaremos, de certo, a facilitar a nossa e a vida dos outros.
A idade, essa que tanto tememos, tem um lado positivo, tendo sempre a ver o lado positivo das coisas, a experiência. Essa experiência que os anos nos abonam, modifica a nossa visão da humanidade. O que ontem não me deixava dormir, hoje não me tira o sono. Ontem caía e, só depois de algum tempo, me conseguia levantar. Hoje, antes de cair, penso se vale a pena. Nunca vale. Quantas vezes caí, achando que era o fim do mundo e, depois, o tempo demonstrou-me que o irremediável foi remediado?
Estamos aqui para “Ensinar Aprendendo”, nunca mais esquecerei esta frase, ouvi-a a um sábio, e é com este lema que devemos viver. Por mais que saibamos nunca sabemos o suficiente para deixarmos de aprender. Pensando assim manteremos a nossa mente aberta e poderemos alcançar todos os objectivos, poderemos resolver qualquer situação que surja.
O medo, tão temível, serve apenas para nos impedir de alcançar os nossos sonhos, para perdermos a confiança em nós, para acreditarmos em fantasmas e bruxarias. Antes disso, há que acreditar em nós e no tempo.
A existência de Deus tem como objectivo fazer crescer a nossa fé e crença. Só cresceremos se confiarmos em Deus, nesse Deus que temos dentro de nós, esse Deus que faz milagres e que nunca nos abandona. Quantas vezes ouvimos perguntar:
- Como pode Deus permitir isto?
Realmente Deus não pode nunca permitir que o mal vença o bem e, se o permite, é porque o valorizamos demais, porque não sabemos quem ele é. Deus, para mim, é aquele que nasce em nós, que nos fortalece, que nos dá a mão nos maus momentos, que nos obriga a saltar enormes precipícios com a certeza de vencer. O tal que deixa o mal vencer o bem é o diabo, o destino, o inimigo, seja lá quem for mas, nunca o chamarei Deus.
Esta vida é um circo, entraremos quando actuam os palhaços e sairemos quando estão a apresentar os leões. A opção é nossa, sempre.
 
Brown Eyes

Comentários

Ginger disse…
Tens razão em muito do que disseste...

Uma amiga minha há uns tempos atirou-me com uma expressão que eu desconhecia e que me ficou gravada na mente... "Sabes... o Diabo não sabe muito por ser esperto... ele sabe muito porque é velho..."

E não é que é mesmo? =\

Se há 15 anos soubesse o que sei hoje... ui ui.


*
Brown Eyes disse…
A tua amiga tinha toda a razão Ginger, o tempo ensina-nos muita coisa e modifica-nos, para melhor. Ficamos mais calmos, mais moderados, mais humanos. Sou velha mas não tanto como o diabo rsssssssssss. Um Beijo e obrigada pela tua contribuição.

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