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Ela



Ondulava, deambulante entre a multidão silenciosa, captando debilidades alheias, com um ar humilde e piedoso. Era a amiga, posicionada na primeira fila, disposta a ver, ouvir e ajudar. Defeitos? Talvez a neurose. Sempre ao dispôr com aquele sorriso contangiante. Esperava o momento certo. Pacientemente aguardava a sua vez para trincar quem escorregasse, com aquela pureza estampada no rosto. Esse era o seu poder, único, a virtude que a destacava. Não tinha mais nenhuma. Só nunca nada conseguira, mas conseguia calcular como, quando e onde atacar e...de um salto, envenenava a vítima que caía prostrada a seus pés. Lentamente rastejava pelo capim, acumulando poder.Escondia as vítimas e roubava-lhes a imagem. Era aquela que sabia, únicamente, serpentear, matar, devorar, exibindo um ar angelical. Um dia reflectiu-se e derrubou-se. A divida foi cobrada.

Brown Eyes

Comentários

Leo Mandoki, Jr. disse…
adorei teus olhos
beijoss
Cu de Barbas disse…
vim cá deixar um breve contributo e agradecimento pelas referencias aos meus blogs...

mt bom o texto e a metafora n poderia ser melhor

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