Quanto mais os anos passam mais apaixonada estou por ele. Amo o silêncio do meu lar, ouvir o bater do meu coração, ouvir os meus pensamentos. Perdi muitos anos rodeada de ruído. Só peço que o todo poderoso me conserve estes momentos, sem barulho, por muitos anos. Festas dispenso-as completamente. Na altura delas, como as dos Santos, queria poder fugir para um lugar longe de tanta loucura. Tanto dinheiro gasto nelas e tanta gente a passar fome, tantas infraestruturas a precisarem de obras e tantas outras inexistentes. Que serve tapar a realidade por uns dias? Nada. Amanhã ela surgirá e com ela a violência e, até, os suicídios. Senhores políticos o dinheiro que vocês gastam, tem o suor da parte do povo que trabalha para pagar impostos. Pensem bem, há muita gente que pensa e andar a tapar buracos antes das eleições não nos torna amnésicos.
Já foram tantas as tentativas para entraem na minha conta! Imensas. Deixem a minha conta em paz, a minha vida idem, esqueçam que existo. Já me imaginaram a preocupar-me convosco? Claro que não. Sei que vocês têm telhados de vidro, senão não se preocupariam com aquilo que não vos pertence. Tenham calma. Tudo chegará a seu tempo e o que vos pertence talvez chegue antes do que esperam. Não me dêem tanta importância. Esqueçam-me. Que insistência e que alfabetismo informático. Aind não conhecem as regras? Que tal tirarem um cursito, daqueles pequeninos, que ensinem o abecedário. Força, para o curso, claro, e arranjem um part-time. Boa viagem.