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Mensagens

Aguardando por ti

Somos insaciáveis, queremos porque queremos conhecer. Conhecer o desconhecido, conhecer o futuro. Perdemos tempo e dinheiro, perdemos a beleza da surpresa, a beleza do mistério. Ele fascina-nos mas, quando se fala de velhice, tudo começa a ficar turvo e não há enigma que alicie. Ela chegará, passo a passo, devagarinho, mudando a cor do cabelo, a força dos membros, o poder da vista, a dureza dos ossos. Olharei para ela, de frente, cara a cara e sorrirei. Ela é minha e como minha amá-la-ei. Amá-la-ei  e respeitá-la-ei como, sempre, me amei e respeitei. Medo? De quê? Já caminhámos tanto, já desviámos tantas pedras juntas, já transpusemos tantas vedações, nunca desistimos. Vamos fazê-lo agora? Com esta idade? Não. Vou enfrentá-la. Enfrentá-la com a mesma força que enfrentei a primeira queda, o nascimento do primeiro dente, o primeiro dia de aulas ou, até, o primeiro beijo. A mudança nunca me assustou. Vou agora renunciar a tudo? Deixar-me vencer por uma realidade que se tem vindo a anunciar…

Lembranças

Esta minha vida como bloguista tem-me trazido bons momentos e excelentes conhecimentos.  Escrever tem sido, desde menina, um prazer para mim. Aprendi a desenhar as letras sozinha, imitando as letras dos livros que deambulavam lá em casa. Como já tive ocasião de dizer, em alguns blogues, nasci em África, o continente de sonho e mistério, onde se entrava, com seis anos, para a pré-primária, para se aprender a ler e escrever e só depois se passava para a primeira classe.  Eu fui transferida, passado uns dias, para a primeira classe porque já sabia ler e escrever. Os cozinheiros que passavam lá por casa, minhas únicas companhias diárias, muito me ensinaram: desde pôr a mesa até a ler e escrever. Aqueles mesmos que me tiravam o prato da massa da frente, ao mínimo descuido dos meus progenitores, porque eu a detestava.  Tenho muito que agradecer ao país que me viu nascer. Foi ele que me fez crescer, que me fez amar o ser humano, tal como ele é, com defeitos e qualidades, que me deu força par…

O Fim do Silêncio

Um consentimento deve ser dado de forma livre e esclarecida. A autonomia, objectiva e subjectiva, pode ser prejudicada pela ignorância, medo, manipulações, sofrimento e qualquer coação que influencie a decisão pessoal. Por isso, um consentimento, só tem validade moral se a pessoa se aperceber dos riscos, limitações e benefícios que o mesmo traz. Deve, por conseguinte, ser fornecida informação ajustada para reflectir, ponderar, discernir e decidir sem indevidas pressões. Lembro-me de, há quinze anos, termos, por imposição do Decreto-Lei 244/94, de fazer o registo de não dador caso não quiséssemos doar os nossos órgãos. Registo de "Não Dador", porque não registo de "Dador"? Pressupõe-se, nesta legislação, que todos os portugueses querem ser dadores, grave porque, num regime democrático,  o cidadão diz o que quer, não o que não quer. Quem desconhece a lei, muita gente, é, à partida, obrigado a ser dador sem saber que o é. A doação presumida viola o princípio da autonom…

A Paixão de Maria

Maria, 89 anos, natural de Penedones, de onde nunca saiu. Não conhecia nada mais do que aquela aldeia e a Barragem de Pisões. Era a décima e última filha do tio Manuel Fonseca e da ti Maria das Ovelhas. Maria foi bafejada pela sorte, era linda, uns olhos profundos, uma pele branca, cabelos negros, ondulados, 1,70 m, um corpo ondulante e um coração de ouro. Maria teve vários pretendentes, até o sobrinho do prior lhe fez a corte mas, Maria não queria partir, não queria sair daquele paraíso que a tinha visto nascer. Não conseguiria viver sem olhar para aquela paisagem inóspita, de uma beleza agreste. Ela pertencia ali e ali iria morrer. Viu partir todas as suas amigas de infância, os seus irmãos e irmãs e ela ficou. Ficou  a tratar das terras, dos animais e dos seus progenitores. Vivia numa casa de pedra, que já pertencia há séculos à família. No rés-do-chão era a adega e a corte dos animais. Havia uma escada exterior, em pedra, que desembocava na cozinha, uma varanda que corria toda a fa…

Agnes, a Santa das Sarjetas

Agnes nasceu a 26 de Agosto de 1910, na Macedônia, filha de pais albaneses.
Estudou numa escola não católica e aos doze anos despertou para a vocação religiosa. Entrou para a congregação Mariana das filhas de Maria e começa a ajudar os pobres em sua própria casa.
Começa, assim.  a sua vida de entrega. Em 1931 fez a profissão religiosa, emitiu os votos temporários de pobreza, castidade e obediência passando a chamar-se Teresa, em honra à Santa Teresinha.
Foi professora de Geografia, no colégio bengalês de Sta Mary, tirou um curso de enfermagem, e em 1948 reformula a sua trajectória de vida dando inicio a uma nova congregação de caridade. Nacionaliza-se indiana. O seu objectivo era ensinar crianças pobres a ler. Nasce a Ordem das Missionárias da Caridade. O hábito era o sari branco, significava pureza, e azul, a cor da Virgem Maria. O principio, desta Ordem, era o abandono de todos os bens materiais. Cada irmã tinha um prato de esmalte, um jogo de roupa interior, uma par de sandálias, um …

As duas faces da vida

Dizem que se deve entrar com o pé direito no ano que vai começar. Foi assim que entrei mas, parece que, o resultado foi nulo.  Ainda não tive oportunidade de conhecer os dados lançados pela astrologia, para o meu signo mas, estou convencida que, esta apatia só pode vir lá de cima. Eu não ando parada, ando a dormir. Têm notado isso, de certeza, até os comentários que faço, nos vossos cantinhos, deixam adivinhar o meu estado. Letargia total. Tenho um chorrilho de posts começados, leram bem, começados. Sair? Daqui não sai nada. O que sai é mesmo imposto.  Imposto? Será que vou perder mais uns tostões? Não me admiraria. Deve ter sido esse pensamento, do novo ano nos trazer mais percas que ganhos, que me pôs neste estado. Sei que a adivinhação não traz proveitos, não consulto bruxas, nem leio signos, e que, pelo contrário, acaba por nos limitar, por nos aprisionar, por criar em nós balizas de difícil penetração. Penetração? Pudesse eu penetrar dentro de mim arrancar esta maldita indolência, mo…

Desafio a 1000/h

Tendo sido desafiada, pela mulher a 1000/h, a informar-vos das minhas cinco manias, desafio que aceitei, passo a transcreve-las:
1 - Limpeza. Só saio de casa depois de tomar banho. Imaginem quando falta a água!!!
     A casa tem que estar a brilhar, nem um pelinho no chão. Se houver, baixo-me e apanho-o;
2 - Ser pontual. Se tenho que estar às 9,00 h chego às 8,30;
3 - Pagar o café logo que  é posto na mesa;
4 - Pagar as contas logo que recebo o ordenado, nem que o término do prazo delas acabe quinze dias depois;
5 - Andar, sempre, com brincos.
REGRAS: "Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do recrutamento. Cada participante deve reproduzir este regulamento no seu blogue."
Gostaria de desafiar todos o…