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Mensagens

Quem me dera ter vinte anos

Quantas vezes já ouvimos esta frase? Não são dezoito, vinte e dois ou vinte e quatro, são vinte anos. Porquê vinte anos? Porquê voltar atrás? Será que o presente não cativa o suficiente para querermos permanecer por aqui?
Quantas vezes pensei nesta frase e quantas vezes conclui: Não quero voltar atrás. Estou mais velha, é certo, como também é certo que a saúde não é a mesma, assim como não é menos certo que não consigo mais passar pela noite a ver um filme ou até a ler mas não quero, mesmo assim, voltar atrás. Perdi juventude, é certo, mas ganhei tanta coisa. Ganhei experiência. Hoje é difícil que algo me tire o sono, caio na cama como uma pedra. Ganhei paz. Antigamente revoltava-me um simples mexerico, afinal se eu não falava de ninguém porque teimavam em falar de mim, era o suficiente para não dormir. Ninguém para mim era o suficientemente importante para que eu, nas costas dela, cobardemente, andasse com ditos e mexericos. Porque elas, são elas normalmente que mexem e remexem, não …

The Idle Parent

A Sílvia, Mulher a 1000/h, deu-me a oportunidade de poder conhecer o resumo do livro “ The Idle Parent”, de Tom Hodgkinson e as suas ideias de como obter uma vida feliz. Concordo com algumas delas mas outras não penso serem as adequadas ao desenvolvimento de uma criança, é essencialmente neste ponto, a criança, que as nossas ideias divergem. Não são pais preguiçosos que educam crianças mais felizes, porque educar é sempre um trabalho árduo, mas sim pais menos inseridos nesta sociedade de consumo, pais mais preocupados com o futuro, com a individualidade, com a personalidade dos seus filhos.
Partindo do principio que nada é mais importante do que a família e, no nosso dia a dia, esquecemo-nos e colocamos muitas vezes outras coisas em primeiro lugar que, se discorrermos correctamente não estariam no pódio, exemplo disso são as tarefas caseiras, que podem esperar, que não se azedam se não forem de imediato consumadas. No entanto o casamento, a vida familiar pode azedar, pode desmoronar se…

Boas e Curtas

A Loirinha e os seus amores pequeninos






A Lira enrolada com os seus rebentos



Tudo que é bom acaba depressa, tudo que é bom deixa saudades e vontade de poder voltar com o tempo para trás, estas férias não foram excepção.
A primeira semana foi passada na calma do campo. Dois dos meus amores resolveram brindar-me com lindas e felpudas surpresas. A Loirinha, arraçada de Spaniel Bretão, teve quatro amorezinhos e a Lira, a dálmata, deu à luz dez belos exemplares, sobreviveram cinco. Mas, há sempre um senão, o Picasso, que é muito responsável pelo espaço que guarda, em plena actividade, teve um pequeno acidente, pequeno mas que trouxe aos donos grandes preocupações e despesas. Está recuperado e mais activo que nunca.




Praia la Espasa, Colunga, Asturias




Praia das Catedrais, Ribadeo, Lugo, Galiza



Praia Arealonga, Barreiros, Lugo, Galiza


Finalmente chegaram as Férias

Estarei rodeada pelos meus amores ( o Picasso é um deles)....






descansarei no campo....









e passarei alguns dias na praia




UF até que enfim. Chegaram as férias. Finalmente. Durante três semanitas estarei ausente, ausente mas pensando em todos aqueles que visitam este meu espaço. Mau mesmo vai ser a saudade que vou sentir dos vossos cantinhos. Cantinhos que não vão parar de crescer e que não poderei acompanhar. Cantinhos que visito diariamente à espera de encontrar, apenas, uma frase nova. Vou sentir a vossa falta. Vocês fazem parte de mim. Não é vicio, porque vício é algo negativo, que nos prejudica, que nos amarra e nos restringe. Pelo contrário, os vossos cantinhos trazem-me felicidade, satisfação, abrem-me horizontes, entusiasmam-me e animam-me. Ainda andarei por aqui dois ou três dias, não se admirem se vos visitar. Voltarei dia 24 de Agosto mas, sempre que tiver oportunidade, virei espreitar-vos, nem que seja por segundos.
Até lá. 

Brown Eyes

Hoje estou...

Possessa. É mesmo este o termo. Eu que não sou de extravasar os meus problemazinhos diários mas hoje não resisto.
Vocês conhecem um chefe que reparte o poder com outra pessoa?
Vocês conhecem um chefe que para decidir se compra papel higiénico vai perguntar a alguém?
Vocês conhecem um chefe que não consegue almoçar sozinho e se cola aos funcionários?
Vocês conhecem um chefe que quer votar e ser eleito para a lista da Comissão Paritária?
Vocês conhecem um chefe que depois de ser informado que o nome dele não podia constar da lista para a Comissão Paritária continua a querer votar?
Mary Brown - Dr. o Sr. não pode votar, nem pode constar da lista para a Comissão Paritária.
Chefe - Como não posso? Nesta lista está cá o meu nome.
Mary Brown - Dr. se está houve um engano.
Chefe - Se está é porque posso votar.
Mary Brown - Dr. parece impossível que o Sr. não saiba isso. Não andou em cursos sobre do SIADAP?
Chefe - Andei mas o SIADAP não tem nada a ver com isto.
Mary Brown - Não Dr.? O…

A droga da fama

Ao longo da minha vida fui tirando conclusões que vou comparando com os acontecimentos do dia a dia. Muito cedo descobri que ser famoso, ser conhecido, ou até mesmo ter a infelicidade de dar nas vistas, mesmo sem nada fazer para e por isso, era prejudicial, despertava inveja e esta, por sua vez, tecia as mais incríveis teias.
Todos, algum dia, foram vítimas de um boato. Todos descobrimos a dificuldade em o desfazer, em detectar a sua origem mas, todos, sabemos qual o seu objectivo: ceifar alguém. Porque surge ? Alguém está com medo, medo de que alguém, que considera superior, se o visse igual ou inferior não se sentiria barricado, lhe possa, de alguma maneira, fazer sombra. Como a frontalidade é apanágio apenas de alguns e porque, a maior parte das vezes, tudo não passa de imaginação, não se podendo interpelar ninguém com base nela, não havendo indícios de nada apenas inveja parte-se, de imediato, para o boato. Assim, tendo como culpado ninguém, porque é sempre alguém que ouviu dize…

Mudam-se os tempos, mudam-se os diários

Fazia quinze aninhos quando recebi, oferta de um amigo da família, um diário. Nunca tinha pensado em comprar nenhum, não me fascinavam. Andava seduzida com a leitura, devorava tudo o que me aparecia. Como prenda de anos, minha, de vez em quando apetece-me oferendar-me algo, recebi, de Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição. Este livro era, naquela altura, leitura proibida. A minha tia quando descobriu o que andava a ler teve uma conversa com a minha mãe.
- A miúda não pode ler este livro. Não é para a idade dela.
- Porquê? Deixa-a lá ler o que quiser. Respondeu a minha mãe.
- Tia explique-me porque não posso ler esse livro?
- Porque não. Não tens idade para te dar mais explicações.
Ok. Fiquei esclarecida e claro que continuei a ler o livro. Não consegui saber, nunca, o que tinha o livro que fosse proibido. A morte? O Amor?Falava apenas de um grande amor, entre Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, um grande amor nunca deveria ser censurado mas sim louvado, apesar de ser um amor entre fil…