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Mensagens

Mudam-se os tempos, mudam-se os diários

Fazia quinze aninhos quando recebi, oferta de um amigo da família, um diário. Nunca tinha pensado em comprar nenhum, não me fascinavam. Andava seduzida com a leitura, devorava tudo o que me aparecia. Como prenda de anos, minha, de vez em quando apetece-me oferendar-me algo, recebi, de Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição. Este livro era, naquela altura, leitura proibida. A minha tia quando descobriu o que andava a ler teve uma conversa com a minha mãe.
- A miúda não pode ler este livro. Não é para a idade dela.
- Porquê? Deixa-a lá ler o que quiser. Respondeu a minha mãe.
- Tia explique-me porque não posso ler esse livro?
- Porque não. Não tens idade para te dar mais explicações.
Ok. Fiquei esclarecida e claro que continuei a ler o livro. Não consegui saber, nunca, o que tinha o livro que fosse proibido. A morte? O Amor?Falava apenas de um grande amor, entre Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, um grande amor nunca deveria ser censurado mas sim louvado, apesar de ser um amor entre fil…

Inerte pensando em ti

Não sei sobre o que me apetece escrever mas sei que já não suporto ver mais, ao cimo do meu blogue, aquela cara de dissimilado arrependido e, por isso, só por isso, decidi, com enorme dificuldade, continuo com aquela preguiça de fim de semana prolongado, deixar aqui uma mensagem, pequeníssima, sobre um tema interessante.
Tema interessante, bem, aqui surge um problema desmesurado, hoje, porque é quinta-feira, véspera de fim-de-semana, mais um alargado, no paraíso, nada mais tem interesse. Encontro-me completamente estacionada na semana à espera de acelerar na auto-estrada do fim da mesma, daqui a umas trinta e seis horitas.
Reclamar, também não me apetece, não é que não tivesse sobre o quê, bastava olhar para o lado, mas é esgotante e esgotada encontro-me eu. Encontro-me? Onde? Não consigo localizar-me e perdi o GPS.
Reivindicar? Não. Não adianta. Como não adianta, não sou mulher de atrasos, nem mesmo com suporte jurídico sustentável, eles galgam sempre normas, regulamentos e afins, e …

Ai Socrates Socrates

Queres assumir com frontalidade?
Com determinação?
Com responsabilidade?
Tens o ânimo reforçado para continuares a governar assumindo os teus valores e convicções?
Ai Sócrates Sócrates a que te referes afinal? Ainda me hás-de dizer que dicionário utilizas e onde vives tu.
Ai as eleições eram para o Parlamento Europeu? Não me digas! Não me digas que com tanto dinheiro gasto na campanha eleitoral ainda era preciso tu dares essa informação?
Ai Sócrates Sócrates desta nem o Magalhães te salvou. Bem, gostei foi daquela do cartão de cidadão:
"Mandei uma mensagem para o 3883(será este o número?) e fui informado do meu número de eleitor, da mesa de voto e do local."
Essa informação é que devia ter sido noticiada com antecedência não achas Sócrates?
Ou tu és o único que tirou o cartão?
Eu também o tirei e não sabia dessa facilidade. Mais uma a teu favor Sócrates. Olha que eu tenho boa memória.
Agora, para finalizar, quero agradecer-te, a falta de humildade que mais uma vez demonstr…

A Atlantida e o Triângulo

Platão, nas obras "Timeu ou a Natureza" e "Crítias ou a Atlântida, foi o primeiro a referir este paraíso perdido: Atlântida. Seria uma ilha de extrema riqueza vegetal e mineral. Foi destruída por um desastre natural, 9000 anos A.C. Dizem, as lendas, os mitos, que os habitantes deste continente ou ilha perdida eram mais evoluídos que os outros povos e, prevendo a destruição, emigraram para África, sendo os antigos egípcios descendentes dos atlantes. As histórias, sobre esta civilização, são muitas como muitas são as localizações atribuídas mas aquela que mais me fascina é, sem dúvida, o Triângulo das Bermudas. Além do encantamento são os desaparecimentos naquele lugar, de navios e aviões, inexplicáveis, que me levaram a aceitar esta, mais que outra, localização.
Este triângulo, conhecido também pelo Triângulo do Diabo, localiza-se no Oceano Atlântico entre as ilhas Bermudas, Porto Rico e Fort Lauderdale (Florida). Por lá dão-se desaparecimentos com explicações sobrenatur…

Pobres mas convencidos

Comecemos por analisar o que é o trabalho para nós? Um sinal de nobreza foi, sempre, não trabalhar. Andámos à descoberta e o que descobrimos foi quem trabalhasse por nós: os negros. Abrimos fronteiras e demos o trabalho pesado a emigrantes em troca de uns troquitos, um país com grande percentagem de desempregados. Habituamo-nos a ter um estatuto de privilégio que não tem relação directa com a capacidade de trabalho ou inovação. Mas somos um povo inteligente.A nossa mentalidade é de ricos e não deixamos de apanhar um táxi, almoçar fora, passar férias no estrangeiro, mesmo que para isso tenhamos que nos endividar até ao tutano. A aparência, a imagem de menino rico leva este povo a inúmeros sacrifícios e a culpabilizar a “má sorte”, pela baixa noção real que temos da vida. Andamos diariamente sobre o fio da navalha e claro basta vir um ventito para cair no abismo. Depois de lá estarmos, em vez de procurarmos uma liana esperamos sentados que caia uma escada governamental. Por sua vez, o G…

O nome

Quando alguém nasce damos-lhe um nome. O que soa melhor, que está na moda, o nome de uma personagem, de um famoso ou de um antepassado.
O que influência essa escolha? Bem imaginamos que é o gosto, a moda da altura a influência de aluguem mas…Será? Ou será o destino?
Destino! Que é isso de destino? Não acredito nele. Não acredito? Então o que me leva a tomar determinadas atitudes que, reflectidamente, não tomaria? Que me leva a, de repente, mudar o meu rumo depois de uma decisão tomada? Eu que não sou influenciável?
O destino é uma sucessão inevitável, absurda, incontrolável e inexplicável (através do método científico) de acontecimentos. Destino, sorte, fatalismo ou maldição, seja lá o que for que nos aprisiona, que nos impulsiona, nos impele, coage, nos incita a tomar determinada orientação na nossa existência. Queremos ter o domínio total, o poder sobre as nossas vidas mas, nem sempre acontece, exemplo disso, talvez o mais flagrante, é a morte. A morte, a doença e a velhice, implacáv…

Blogues de Arrepiar

Obrigada Querida Amiga PI. O teu seria um dos blogs que premiaria mas alguém chegou antes. Tendo como base o que penso sobre "Blogs de Arrepiar", aqueles que me prendem a atenção e me fazem esperar ansiosa pela próxima mensagem, dos que eu conheço, não são muitos, e que tu não premiaste, premiarei quatro apenas.
Ficaram de fora as Gatas em Telhado de Zinco Quente, premiada por ti, e tu Sou Senhora de Mim. Penso ter cumprido todas as regras, menos o número de blogs, e não me ter esquecido de ninguém. Quero apenas acrescentar que dou mais valor à qualidade que à quantidade das mensagens publicadas, daí ter escolhido quem escolhi.
Aqui ficam as regras:
1 - Reencaminhar este prémio a 10 blogues;
2 - Exiba a imagem do prémio;
3 - Poste o link do blog que o premiou;
4 - Indique 10 blogs para fazerem parte do “Este blog é tão bom que até arrepia”;
5 - Avise os indicados;
6 - Publique as regras.

Blogs Premiados:
Pra além da linha vermelha
Quest for the sublime...lyric
Á sombra das pal…